Reino Unido diz ter evidências de uso de gás sarin em ataque químico na Síria

Por iG São Paulo |

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Laboratório científico militar examinou amostras de solo e roupa de uma das vítimas de suposto ataque no dia 21

O Reino Unido tem novas evidências de uso de armas químicas em Damasco, disse o primeiro-ministro David Cameron à BBC ao chegar ao encontro do G20, na Rússia. Segundo ele, cientistas nos laboratórios de Porton Down têm "examinado amostras" da capital síria.

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AP
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, ouve declarações durante encontro do G20 em São Petersburgo, Rússia

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Posteriormente à entrevista, o gabinete de Cameron afirmou que cientistas militares britânicos encontraram traços de gás sarin em amostras de solo e de roupa de um paciente aparentemente tratado pela exposição às armas químicas no mês passado perto de Damasco. Os cientistas em Porton Down concluíram ser improvável que as amostras fossem falsas, afirmando que estavam compartilhando suas descobertas com a ONU. Citando questões de segurança, o gabinete de Cameron rejeitou esclarecer como as amostras chegaram até o Reino Unido.

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Damasco é acusado de ter usado armas químicas contra civis em várias ocasiões durante o conflito de dois anos e meio - mais recentemente em um ataque em larga escala nos arredores da capital síria em 21 de agosto. O governo de Assad negou envolvimento no episódio, acusando os rebeldes de serem responsáveis pelo incidente.

O governo americano havia apontado no dia 1º o uso de gás sarin no ataque. Segundo Washington, a ação deixou mais de 1,4 mil mortos, incluindo centenas de crianças. Total é bem maior do que estimativas anteriores que apontavam centenas de mortos.

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AP
Corpos de crianças mortas em suposto ataque químico jazem na região de Ghouta, Síria (21/8)

Em sua entrevista, o premiê britânico também negou alegações de que "não tem nenhum papel" a desempenhar sobre a Síria depois de perder na semana passada uma votação no Parlamento sobre uma potencial ofensiva militar. Ele afirmou que o Reino Unido liderará os chamados por mais ação no auxílio aos refugiados e pressionará por novas negociações de paz.

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Na entrevista, Cameron afirmou que assumia "pessoal e completamente a responsabilidade" pela decisão de retirar o Parlamento do recesso e disse que, se não tivesse agido tão rapidamente, não poderia ter garantido o direito de opinião aos parlamentares sobre se o Reino Unido deveria participar de uma ação militar juntamente com os EUA.

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Seu "único arrependimento" era que o Partido Trabalhista, que votou com os rebeldes dos conservadores e dos liberais-democratas contra a moção do governo, ter escolhido "o caminho fácil e político, e não o caminho certo e difícil".

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"Acredito absolutamente que, tendo imposto uma linha vermelha contra o uso adicional maior de armas químicas, seria errado se os EUA recuassem e não fizessem nada. Acho que isso enviaria um sinal verde para o presidente (sírio Bashar) al-Assad e para outros ditadores."

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A Síria não está oficialmente na agenda do G20 em São Petersburgo, cujo objetivo é tratar a recuperação da economia global, mas a expectativa é que domine os encontros informais.

Rússia: Putin 'não exclui' apoio à ação militar se houver provas de ataque químico

O presidente dos EUA, Barack Obama, começou negociações informais com outros líderes enquanto pressiona por uma ação militar sobre o suposto uso de armas químicas pela Síria. Mas o presidente russo, Vladimir Putin, alertou que uma ação militar sem a aprovação da ONU seria "uma agressão".

*Com BBC

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