Ministro do Interior egípcio sobrevive a atentado no Cairo

Por iG São Paulo |

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Bomba atingiu comboio que levava Mohammed Ibrahim, responsável por coordenar as forças policiais do país

O ministro do Interior do Egito Mohammed Ibrahim sobreviveu a uma tentativa de assassinato nesta quinta-feira (5), quando uma bomba explodiu enquanto seu comboio atravessava um bairro do Cairo, informaram a mídia estatal e autoridades de segurança.

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Equipe de segurança egípcia se reúne no local de ataque à bomba que visava ao ministro do Interior do país em Nasr City, Cairo

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Fontes de segurança disseram que o atentado deixou ao menos 10 feridos, mas o ministro, que vive em Nasr City, onde ocorreu a explosão, não ficou ferido. Nenhum grupo reivindicou responsabilidade pelo ataque até o momento.

Ibrahim, que comanda a força policial do país, foi um dos responsáveis ​​pela violenta repressão aos partidários de Mohamed Morsi, o presidente islâmico deposto há dois meses pelo Exército após protestos em massa contra seu governo.

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Claramente abalado, Ibrahim afirmou à TV estatal que seu carro, um SUV preto, foi diretamente atingido por um "grande explosivo" que danificou o automóvel e outros veículos no comboio.

"Foi uma hedionda tentativa (de assassinato)", disse a repórteres já no Ministério do Interior.  "Mesmo que eu seja martirizado, outros ministros do Interior virão e continuarão a guerra contra o terror maligno até que o país esteja seguro."

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Em imagem captada pela TV estatal, ministro do Interior Mohammed Ibrahim fala com repórter após ataque contra seu comboio no Cairo

Reportagens iniciais indicavam que o atentado contra o ministro teria ocorrido com um carro-bomba, mas a TV estatal informou depois que um explosivo pode ter sido arremessado de um prédio.

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Um repórter da Reuters no local da explosão disse que testemunhas relataram ter visto um carro explodir enquanto o carro do ministro estava por perto.

Após a chegada ao poder do governo apoiado pelos militares, sucedendo a queda de Morsi, centenas de partidários da Irmandade Muçulmana foram mortos. Segundo as autoridades, o grupo do qual Morsi faz parte incita a violência e comete atos terroristas.

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Cerca de 100 membros das forças de segurança também foram mortos. A Irmandade nega as acusações e acusa o Exército de encenar um golpe para tentar levar o Egito de volta à era repressiva do ex-presidente Hosni Mubarak. A Irmandade diz estar comprometida com a resistência pacífica.

Com AP e Reuters

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