Comissão do Senado dos EUA autoriza ação militar na Síria

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Votação é uma das primeiras antes que as duas Casas do Congresso possam tomar decisão final sobre ofensiva

Um painel do Senado dos EUA votou nesta quarta-feira para dar ao presidente Barack Obama a autoridade para usar força militar contra a Síria em resposta a um suposto ataque químico no dia 21, aumentando o impulso para o esforço da Casa Branca de conseguir apoio do Congresso para um ofensiva.

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Presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado dos EUA, democrata Robert Menendez (D), e o republicano Bob Corker são vistos em sessão em Washington

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A votação da Comissão de Relações Exteriores do Senado foi a primeira em uma série enquanto o pedido do presidente tramita entre painéis antes de poder ir ao plenário das duas Casas do Congresso para uma votação final.

Espera-se que todo o Senado vote na medida na próxima semana. Os principais assessores de Obama levaram nesta quarta o argumento pró-ação à Câmara dos Representantes, controlada pelos republicanos, onde o apoio visto no Senado será mais difícil de encontrar.

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A resolução permitiria a Obama ordenar uma missão militar limitada contra a Síria que não exceda 90 dias e não envolva tropas terrestres para operações de combate.

A comissão do Senado aprovou a autorização com 10 votos a 7, marcando a primeira vez desde a votação de outubro de 2002 que deu ao presidente George W. Bush a autoridade de invadir o Iraque.

AP
Presidente dos EUA, Barack Obama, é visto durante coletiva em Rosenbad, sede do governo sueco, em Estocolmo

Obama, que visita a Suécia antes de participar do encontro do G20 na Rússia no fim desta semana, disse que a credibilidade da comunidade internacional está em jogo sobre um resposta militar ao uso de armas químicas na Síria.

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Segundo o governo Obama, um ataque com gás sarin lançado pelas forças do presidente Bashar al-Assad deixou mais de 1,4 mil mortos, incluindo centenas de crianças, nos arredores de Damasco no mês passado, acusação que o regime sírio nega. Total é bem maior do que estimativas anteriores que apontavam centenas de mortos.

Segundo a inteligência britânica, o número de mortos ultrapassaria os 350, número similar aos 355 apontados pelos Médicos Sem Fronteiras. Para a inteligência francesa, seriam 281 mortos.

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Questionado sobre os comentários que fez no ano passado sobre desenhas uma "linha vermelha" contra o uso de armas químicas por Assad, Obama disse que o tal limite já havia sido estabelecido por um tratado de armas químicas ratificado pelos países ao redor do mundo. "Não foi algo que inventei", disse.

Veja imagens da guerra da Síria desde o início deste ano:

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Advertência: Assad alerta para risco de guerra regional se Síria for alvo de ataque

O governo Obama também precisa persuadir a Câmara republicana, que tem se oposto a quase toda a agenda do presidente americano desde que o partido assumiu o controle da Casa há mais de três anos. Na segunda, o presidente da Câmara dos EUA, o republicano John Boehner, deu um apoio-chave, dizendo que os EUA têm "inimigos em todo o mundo que precisam entender que não toleraremos esse tipo de comportamento".

Anúncio: Obama buscará voto no Congresso para lançar ataque contra a Síria

Inesperadamente no sábado Obama recuou do que parecia uma ordem iminente de ataque militar sob sua própria autoridade e anunciou que buscaria aprovação do Congresso. Nesta quarta, repórteres questionaram o líder americano se ele tomaria alguma atitude contra a Síria se não conseguir a aprovação final dos congressistas. Como comandante-chefe, "sempre tenho garantidos o direito e a responsabilidade de agir em nome da segurança nacional americana", disse.

*Com AP

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