Presidente dos EUA voltou a destacar que envolvimento americano no conflito será 'limitado e proporcional'

Preocupado com a reação negativa que uma possível ação militar contra a Síria possa ter entre os americanos, o presidente Barack Obama buscou garantir que o envolvimento dos EUA no conflito será "limitado e proporcional", diferente das guerras de longa duração e com alto número de perdas humanas da última década.

"Isso não é o Iraque e isso não é o Afeganistão", destacou o presidente após uma reunião com líderes do Congresso na Casa Branca, em Washington.

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Presidente dos EUA, Barack Obama, fala à imprensa na Casa Branca em Washington
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Presidente dos EUA, Barack Obama, fala à imprensa na Casa Branca em Washington

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Após dez anos de guerras no Iraque e no Afeganistão, as pesquisas mostram que a maioria dos americanos se opõe a ofensivas dos EUA no exterior. Segundo uma pesquisa feita pela NBC, que ouviu 700 americanos, 50% deles afirmaram que os EUA não deveriam realizar nenhuma "ação militar" na Síria, enquanto 42% afirmaram que deveriam.

As opiniões, entretanto, mudaram quando os participantes foram questionados sobre ataques aéreos lançados pelos EUA de navios, sem envolver tropas ou aviões americanos.

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Questionados sobre suas opiniões sobre uma missão "limitada a ataques aéreos usando mísseis de cruzeiro lançados de navios americanos com intenção de destruir unidades militares e infraestrutura utilizada para ataques químicos, 50% afirmaram que os EUA deveriam apoiar tal ação, enquanto 40% continuaram afirmando que não.

Os EUA, bem como a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e outros países, responsabilizam o regime de Bashar al-Assad por um suposto ataque químico realizado em 21 de agosto que, segundo autoridades americanas, deixou 1.429 mortos , incluindo 426 crianças. O regime sírio nega as alegações e acusa os rebeldes de usar armas químicas. Grupos rebeldes responsabilizam as tropas de Assad pelo ataque.

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Manifestantes organizam protesto contra possível intervenção militar dos EUA na Síria do lado de fora da Embaixada dos EUA em Londres, Reino Unido
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Manifestantes organizam protesto contra possível intervenção militar dos EUA na Síria do lado de fora da Embaixada dos EUA em Londres, Reino Unido

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Nesta terça-feira, Obama intensificou sua pressão para conseguir aprovação do Congresso para realizar um ataque contra a Síria e se reuniu, ao lado do vice Joe Biden, com líderes democratas e republicanos na Casa Branca. Obama quer que a votação ocorra já na semana que vem, quando o Congresso retorna do recesso de verão.

"Esse é um passo limitado e proporcional que enviará uma clara mensagem - não apenas ao regime Assad, mas também a outros países que possam estar interessados em testar normas internacionais - de que há consequências", disse o presidente.

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"Essa norma contra o uso de armas químicas - que 98% do mundo concorda - existe por uma razão, porque reconhecemos que há certas armas que, quando usadas, podem não apenas resultar em mortes horríveis, mas também acabar sendo transferidas para autores de fora do Estado, que podem colocar em risco aliados e amigos nossos, como Israel, Jordânia e Turquia", disse.

Após a reunião, o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner, bem como os líderes da maioria republicana e da minoria democrata endossaram a ação contra o regime de Assad . "Isso é algo que os EUA como país precisam fazer", disse Boehner após deixar a Casa Branca.

Veja imagens da guerra da Síria desde o início do ano:

Pela lei, Obama tem autoridade para decidir sozinho sobre um ataque militar contra a Síria e, durante a semana passada, deu sinais de que estava decidido a fazê-lo. Porém, no fim de semana, em decisão surpreendente, Obama afirmou que buscaria um voto no Congresso para lançar a ofensiva contra o regime Assad.

Acnur: Refugiados sírios chegam a mais de 2 milhões, diz órgão da ONU

Segundo informou nesta terça-feira o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), o número de refugiados sírios ultrapassou 2 milhões . Desde que foi deflagrado, em 2011, o conflito no país deixou mais de  100 mil mortos , de acordo com a ONU.

Com AP

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