Presidente da Câmara dos EUA apoia Obama em ataque contra a Síria

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Além de John Boehner, líderes da maioria republicana e da minoria democrata endossaram ação contra regime Assad

O presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, o republicano John Boehner, afirmou que vai apoiar um pedido do presidente Barack Obama por uma ação militar na Síria. Boehner afirmou que somente os EUA possuem "capacidade" de responder ao suposto uso de armas químicas por parte das forças do líder sírio, Bashar al-Assad. "Isso é algo que os EUA como país precisam fazer", disse.

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AP
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Além de Boehner, o líder da maioria republicana na Câmara, Eric Cantor, também demostrou apoio à ofensiva militar no país árabe. "Pretendo votar para dar ao presidente dos EUA a opção de usar a força militar na Síria", disse Cantor em comunicado divulgado pouco após o anúncio do presidente da Câmara.

Nesta terça-feira (3), Obama intensificou sua pressão para conseguir aprovação do Congresso para realizar um ataque contra a Síria e se reuniu, ao lado do vice Joe Biden, com líderes democratas e republicanos na Casa Branca.

Após a reunião, a líder da minoria, a democrata Nancy Pelosi, afirmou que Washington deve responder às ações que se dão "fora do círculo do comportamento humano civilizado". Nancy acrescentou que Assad "ultrapassou os limites" e que os EUA "devem responder".

Obama afirmou que está confiante que os legisladores americanos apoiarão a retaliação contra o regime de Assad pelo suposto uso de agentes químicos em um ataque nos subúrbios de Damasco.

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"Esse é um passo limitado e proporcional que enviará uma clara mensagem - não apenas ao regime Assad, mas também a outros países que possam estar interessados em testar normas internacionais - que há consequências", disse o presidente.

Com os americanos preocupados com o possível envolvimento dos EUA em uma intervenção militar, Obama tentou garantir que a ação na Síria será "limitada e proporcional". "Isso não é o Iraque e isso não é o Afeganistão."

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Os EUA, bem como a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e outros países, responsabilizam o regime Assad por um ataque químico realizado em 21 de agosto que, segundo autoridades americanas, deixou 1.429 mortos, incluindo 426 crianças.

"Essa norma contra o uso de armas químicas - que 98% do mundo concorda - existe por uma razão, porque reconhecemos que há certas armas que, quando usadas, podem não apenas resultar em mortes grotescas, mas também acabar sendo transmitidas para autores de fora do Estado, que podem colocar em risco aliados e amigos nossos, como Israel, Jordânia e Turquia", disse Obama.

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O regime sírio nega as alegações e acusa rebeldes de usar armas químicas. Grupos rebeldes responsabilizam as tropas de Assad pelo ataque.

Além de Boehner e Pelosi, participaram da reunião na Casa Branca o secretário de Estado John Kerry, o presidente do Estado Maior Conjunto Martin Dempsey, e o secretário de Defesa Chuck Hagel.

A pressão da Casa Branca ocorre um dia depois que Assad alertou novamente para o risco de uma guerra regional caso os EUA interfiram militarmente no conflito do país, que já dura dois anos e meio.

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A Rússia e a China, aliados da Síria, enquanto isso, permanecem contrárias à ação militar, e dizem que as evidências apresentadas pela França e pelos EUA não são convincentes para provar que as forças de Assad estariam por trás do uso de armas químicas no ataque de 21 de agosto nos subúrbios de Damasco.

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Dempsey, Kerry e Hagel estão escalados para falar diante do Comitê de Relações Exteriores do Senado sobre a intenção de uma intervenção militar contra a Síria.

Pela lei, Obama tem poderes para lançar ele mesmo um ataque militar contra a Síria e, durante a semana passada, deu sinais de que estava decidido a fazê-lo. Porém, no fim de semana, em decisão surpreendente, Obama afirmou que buscaria um voto no Congresso para lançar a ofensiva contra o regime Assad.

Segundo informou nesta terça-feira o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), o número de refugiados sírios ultrapassou 2 milhões. Desde que foi deflagrado, em 2011, o conflito no país deixou 100 mil mortos, segundo a ONU.

Com AP e Reuters

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