Para chanceler, informação compartilhada pelos EUA não é suficiente para responsabilizar regime Assad por ataque

As informações que os EUA mostraram à Rússia para tentar provar que o regime da Síria estava por trás de um suposto ataque químico são "absolutamente não convincentes", disse o chanceler russo nesta segunda-feira (2).

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O ministro das Relações Exteriores da Rússia Sergei Lavrov faz pronunciamento em Moscou
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O ministro das Relações Exteriores da Rússia Sergei Lavrov faz pronunciamento em Moscou

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Os EUA alegam que o ataque químico lançado pela Síria deixou 1.429 mortos , incluindo 426 crianças. Este foi considerado o pior incidente com uso de armas químicas desde o ataque com gás venenoso durante o governo do iraquiano Saddam Hussein, que matou milhares de curdos em 1988. O regime sírio nega que esteja por trás do ataque.

"Sim, eles nos mostraram algumas descobertas, mas não havia nada específico ali: nenhuma coordenada geográfica, nenhum nome, nenhuma prova de que os testes foram realizados por profissionais", disse Lavrov. Ele não afirmou a que testes estava se referindo.

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"O que nossos parceiros americanos, britânicos e franceses nos mostraram no passado e acabaram de nos mostrar recentemente são absolutamente não convincentes", acrescentou o chanceler da Rússia, aliado-chave do regime sírio. "E quando você pede provas mais detalhadas, eles dizem que tudo isso é confidencial e, portanto, não podem mostrar."

No sábado, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, desafiou os EUA a apresentar à ONU as provas de que a Síria lançou no dia 21 um ataque químico contra opositores do regime perto da Damasco. "Se há provas, deveriam ser mostradas. Se elas não são mostradas, não existem", disse, acrescentando que o fracasso americano em expô-las à comunidade internacional era "simplesmente um desrespeito".

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O presidente dos EUA, Barack Obama, defendeu uma retaliação militar ao suposto ataque químico na Síria, mas anunciou que buscará autorização do Congresso para realizar o ataque. O legisladores voltam do recesso em 9 de setembro.

Obama tomou a decisão apesar de, na quinta-feira, o Parlamento britânico ter rejeitado o pedido do prêmie David Cameron para que autorizasse uma ação militar.

Nesta segunda, o regime da Síria enviou uma carta ao secretário-geral da ONU , Ban Ki-moon, e à presidente do Conselho de Segurança, Maria Cristina Perceval, pedindo que a organização "assuma sua responsabilidade de prevenir qualquer agressão contra a Síria e que pressione para que se alcance uma solução política para a crise". A carta foi divulgada pela agência de notícias estatal do país, Sana.

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Até o momento, o regime de Bashar al-Assad está a salvo de sanções e é improvável que o Conselho de Segurança autorize um ataque militar contra a Síria, porque dois dos seus membros - Rússia e China - bloquearam todos os esforços de ação contra seu aliado.

Também nesta segunda, o primeiro-ministro da França Jean-Marc Ayrault apresentará aos líderes parlamentares evidências recolhidas pelo país do uso de armas químicas na Síria. Acredita-se que o dossiê mostrará que a Síria possui mais de mil toneladas de agentes químicos estocados, incluindo gás sarin.

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Assim como Obama, o presidente francês François Hollande defende ação militar punitiva contra a Síria. Entretanto, há uma crescente pressão para que o presidente, assim como fará Obama, leve a questão ao parlamento para votação.

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No domingo, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, afirmou que amostras de sangue e de cabelo que chegaram aos EUA a partir do leste de Damasco deram positivo para traços de uso de gás sarin na Síria .

Seguindo a linha francesa e americana, o secretário-geral da Otan Anders Fogh Rasmussen disse que ele está pessoalmente convencido de que um ataque químico ocorreu na Síria e que o regime de Assad era responsável.

"( Deve haver ) uma firme resposta internacional para deter quaisquer usos futuros dessas armas", disse em coletiva em Bruxelas. "Isso enviaria, eu diria, um perigoso sinal aos ditadores de todo o mundo se fircarmos de braços cruzados e não reagirmos."

Com AP, Reuters e BBC

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