Líder sírio diz que Oriente Médio é 'barril de pólvora' e desafia EUA e França a mostrar provas de ataque químico

O presidente da Síria, Bashar al-Assad, alertou nesta segunda-feira que o Oriente Médio é um "barril de pólvora" e que potenciais ataques militares do Ocidente contra seu país arriscavam desatar uma guerra regional.

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Foto sem data divulgada nesta segunda pela agência oficial Sana mostra o presidente sírio, Bashar al-Assad, durante entrevista com o jornal russo Izvestia (26/8)
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Foto sem data divulgada nesta segunda pela agência oficial Sana mostra o presidente sírio, Bashar al-Assad, durante entrevista com o jornal russo Izvestia (26/8)

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Em uma entrevista ao jornal francês Le Figaro, Assad também foi citado como dizendo que a Síria desafiou os EUA e a França a fornecerem provas para apoiar as alegações de que Damasco usou armas químicas, mas que os líderes dos dois países "foram incapazes de fazer isso, incluindo perante suas próprias populações".

Os presidentes dos EUA, Barack Obama, e das França, François Hollande, acusaram o regime sírio de lançar um mortífero ataque químico contra redutos da oposição nos arredores de Damasco em 21 de agosto. O governo sírio nega as acusações e culpa os rebeldes que tentam depor o regime.

Galeria de fotos: Veja imagens do suposto ataque químico na Síria

Obama inicialmente parecia pronto para lançar o ataque militar, mas repentinamente anunciou no sábado que primeiramente pediria autorização do Congresso . Hollande também pediu uma resposta forte contra Assad, mas primeiro espera uma resposta de Washington.

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Se os EUA e a França decidirem atacar, Assad disse que "todos perderão controle da situação". "Caos e extremismo se espalharão. Há o risco de uma guerra regional", acrescentou.

Questionado se a França, que tem sido um forte aliado da oposição, se tornou uma inimiga da Síria, Assad afirmou que quem quer que contribua "financeira e militarmente com terroristas é um inimigo da população síria".

Refugiados sírios passam por portão de fronteira da Turquia (31/8)
AP
Refugiados sírios passam por portão de fronteira da Turquia (31/8)

EUA: Ataque químico da Síria deixou 1.429 mortos, incluindo 426 crianças

Leia: Saiba os principais itens de relatório dos EUA sobre o ataque químico

"A população síria não é nossa inimiga, mas a política de seu governo é hostil à população síria. Portanto, enquanto a política de governo francesa for hostil à população síria, o Estado será seu inimigo", disse.

Enquanto os EUA apresentam os argumentos pró-conflito para um público ressabiado, o governo publicou nesta segunda-feira uma sinopse de inteligência de nove páginas concluindo que o regime sírio lançou um ataque em 21 de agosto que envolveu " o pesado uso de agentes químicos ". O relatório também afirmou que o governo de Assad poderia realizar ações similares no futuro.

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Na sexta-feira, os EUA divulgaram um relatório de inteligência afirmando que o ataque químico lançado pela Síria deixou 1.429 mortos , incluindo 426 crianças. Total é bem maior do que estimativas anteriores que apontavam centenas de mortos. A inteligência britânica informa que o número de mortos ultrapassaria os 350, número similar aos 355 contabilizados pelos Médicos Sem Fronteiras.

A Rússia, que juntamente com o Irã vem sendo um forte aliado de Saad durante o conflito, subestimou as provas ocidentais sobre o suposto papel do regime no ataque químico.

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Putin: Presidente da Rússia desafia EUA a apresentar à ONU provas sobre Síria

"O que nossos parceiros americanos, britânicos e franceses nos mostraram no passado e nos mostraram recentemente não é nada convincente ", disse o chanceler russo, Serguei Lavrov, nesta segunda. "E quando você pede provas mais detalhadas, respondem que o material é confidencial e por isso não podem mostrá-lo."

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No domingo, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, disse que Washington recebeu provas físicas na forma de amostras de sangue e cabelo que mostram que o gás sarin foi usado no dia 21. Não ficou claro se as provas foram compartilhadas com a Rússia.

*Com AP

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