Provas mostram que Síria usou gás sarin, diz secretário de Estado dos EUA

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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'Amostras de sangue e cabelo que chegaram até nós testaram positivo para traços de sarin', diz Kerry à CNN

Provas mostram que o regime sírio usou gás sarin em um ataque contra sua própria população, disse o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, no "State of the Union", na CNN. "Amostras de sangue e cabelo que chegaram até nós de equipes que prestaram os primeiros-socorros no leste de Damasco testaram positivo para traços de sarin", disse Kerry.

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AP
O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, faz pronunciamento sobre Síria no Departamento de Estado em Washington (30/8)

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As provas - que foram compiladas de forma independente da ONU - fortalecem o pedido do presidente dos EUA, Barack Obama, para lançar um ataque contra a Síria, afirmou. "A cada dia que passa, esse caso é ainda mais forte", disse Kerry, classificando a situação de "questão clara". O governo Obama diz ter certeza de que a Síria é a responsável pela ação, apesar das negativas do regime.

O anúncio de Kerry foi feito enquanto o governo Obama trabalha para conseguir o apoio dos legisladores para um ataque contra a Síria. A ação militar parecia iminente até sábado, quando Obama anunciou que primeiramente buscaria aprovação do Congresso, que volta do recesso em 9 de setembro.

Síria: Obama recua ao pedir aval do Congresso para lançar ataque

"Apesar de acreditar que tenho a autoridade para lançar esse ataque sem uma autorização específica do Congresso, sei que o país ficará mais forte se adotarmos esse rumo, com nossas ações sendo ainda mais efetivas", disse Obama no sábado. A Lei de Poderes de Guerra, de 1973, tecnicamente permite ao presidente dos EUA atacar sem autorização prévia.

Líderes mundiais já haviam dito previamente que o sarin havia sido usado na guerra civil Síria, que deixou mais de 100 mil mortos desde seu início, há mais de dois anos e meio.

EUA: Ataque químico da Síria deixou 1.429 mortos, incluindo 426 crianças

Galeria de fotos: Veja imagens do suposto ataque químico na Síria

Os congressistas americanos estão profundamente divididos sobre o que os EUA devem fazer depois do suposto ataque químico em 21 de agosto. Segundo o governo Obama, o ataque deixou 1.429 mortos, incluindo mais de 400 crianças, total bem maior do que estimativas anteriores que apontavam centenas de mortos. A inteligência britânica informa que o número de mortos ultrapassaria os 350, número similar aos 355 apontados pelos Médicos Sem Fronteiras.

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O governo sírio negou que tenha usado armas químicas, afirmando que jihadistas que combatem os rebeldes usaram o armamento não convencional em uma tentativa de virar os sentimentos do mundo contra o regime de Assad.

Risco de retaliação

As autoridades americanos estão reforçando suas medidas de segurança domésticas. O FBI (polícia federal americana) e o Departamento de Segurança Interna estão alertando para um risco maior de ciberataques depois de meses de intervenções de hackers conhecidos como Exército Eletrônico da Síria.

TV estatal: Assad diz que Síria é capaz de enfrentar qualquer agressão

O Reino Unido já votou contra uma ação militar, e a França disse que não atuará sem os EUA como parceiro. "França não pode agir sozinha", disse o ministro do Interior Manuel Valls à Europe Radio 1 neste domingo. "Tem de haver uma coalizão."

Veja imagens da guerra na Síria desde o início deste ano:

Família síria acena a parentes após entrar em ônibus em direção a aeroporto para ir à Alemanha, onde foram aceitos como asilados temporários, em Beirute, Líbano (10/10). Foto: APTanque velho sírio é cercado por fogo após explosão de morteiros nas Colinas do Golan, território controlado por Israel (16/07). Foto: APCombatentes do Exército Sírio Livre carregam suas armas e se preparam para ofensiva contra forças leais a Assad em Deir al-Zor (12/07). Foto: ReutersCombatente do Exército Livre da Síria corre para buscar proteção perto de aeroporto militar de Nairab, em Aleppo (12/06). Foto: ReutersProtesto em Beirute contra a participação do Hezbollah na guerra síria (09/06). Foto: APFumaça é vista no vilarejo sírio de Quneitra perto da fronteira de Israel´(06/06). Foto: APLibanês foi ferido após segundo foguete de rebeldes sírios atingir sua casa em Hermel (29/05). Foto: APRefugiados sírios são abrigados em prédio da cidade turca de Reyhanli, perto da fronteira com a Síria (12/05). Foto: APHomens carregam ferido após explosão em cidade turca perto da fronteira síria (11/05). Foto: ReutersExplosão em cidade turca perto da fronteira com a Síria deixa dezenas de mortos (11/05). Foto: ReutersResidente caminha sobre destroços de prédios em rua de Deir al-Zor, Síria (09/05). Foto: ReutersCombatente do Exército Livre da Síria descansa em pilha de sacos de areia em campo de refugiados (06/05). Foto: APIsrael atacou instalações militares na área de Damasco, acusa Síria (05/05). Foto: BBCReprodução de vídeo mostra fumaça e fogo no céu sobre Damasco na madrugada deste domingo (05/05). Foto: APPresidente da Síria, Bashar al-Assad (D), visita universidade em Damasco (04/05). Foto: APReprodução de vídeo mostra corpos em Bayda, Síria (03/05). Foto: APBombeiros apagam fogo de carro em chamas em cena de explosão no distrito central de Marjeh, Damasco, Síria (30/04). Foto: APReprodução de vídeo mostra bombardeio em Daraya, Síria (25/04). Foto: APDruso carrega retrato do presidente sírio em que se lê 'Síria, Deus protege você', nas, Colinas do Golan (17/04). Foto: APFumaça e carros destruídos na praça Sabaa Bahrat, em Damasco, após explosão de carro-bomba (08/04). Foto: APMembro de Exército da Libertação da Síria segura arma em rua de Deir al-Zor (02/04). Foto: ReutersReprodução de vídeo mostra militantes do Exército Livre da Síria durante combates em Damasco (25/03). Foto: APManifestantes protestam contra Bashar al-Assad em Aleppo, na Síria (23/03). Foto: ReutersMesa de xeque Mohammad Said Ramadan al-Buti, aliado de Assad, é vista após ataque em Damasco (21/03). Foto: APSírio vítima de suposto ataque químico recebe tratamento em Khan al-Assal, de acordo com agência estatal (19/03). Foto: APSírias são vistos perto de corpos retirados de rio perto de bairro de Aleppo (10/03). Foto: APReprodução de vídeo mostra soldado do governo sírio morto em academia de polícia em Khan al-Asal, Aleppo (03/03). Foto: APHomem chora em local atingido por míssil no bairro de Ard al-Hamra, em Aleppo, Síria (fevereiro). Foto: ReutersMembro do Exército Livre da Síria aponta arma durante supostos confrontos contra forças de Assad em Aleppo (26/02). Foto: ReutersMembros de grupo islâmico seguram armas durante protesto contra regime em Deir el-Zor (25/02). Foto: ReutersMorador escreve em lápide nome de neta morta em ataque contra vila em Idlib, Síria (24/02). Foto: APChamas e fumaça são vistas em local de ataque no centro de Damasco, Síria (21/02). Foto: APRebeldes do Exército Livre da Síria preparam munições perto do aeroporto militar de Menagh, no interior de Aleppo (25/01). Foto: ReutersRebeldes da Frente al-Nusra, afiliada à Al-Qaeda, seguram sua bandeira no topo de helicóptero da Força Aérea da Síria na base de Taftanaz (11/01). Foto: APCrianças sírias viajam em caminhonete em Aleppo (02/01). Foto: Reuters

O primeiro-ministro francês se reunirá com ministros do governo e outras autoridades na segunda para discutir Síria - dois dias antes de um debate aberto no Parlamento, sem votação, disse o governo.

Pelo Twitter, o ministro de Relações Exteriores alemão, Guido Westerwelle, disse neste domingo que o tempo conquistado com a espera pela votação no Congresso americano "deveria ser usado para alcançar uma posição comum da comunidade internacional dentro do Conselho de segurança da ONU".

ONU: Inspetores deixam Síria com amostras de suposto ataque químico

Uma equipe de inspetores da ONU tenta confirmar se um ataque químico aconteceu, mas levará até três semanas para os investigadores analisarem as provas. Mesmo assim, a equipe dirá apenas se armas químicas foram usadas - não quem é o responsável.

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