Assad diz que Síria é capaz de enfrentar qualquer agressão, segundo TV estatal

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Coalizão da oposição síria, por sua vez, exorta Congresso dos EUA a autorizar ação militar contra regime de Assad

O presidente Bashar al-Assad afirmou neste domingo que a Síria é capaz de enfrentar qualquer ataque externo, depois que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que deveria haver um ataque militar contra o país.

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AP
Foto sem data divulgada nesta segunda pela agência oficial Sana mostra o presidente sírio, Bashar al-Assad, durante entrevista com o jornal russo Izvestia

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"A Síria é capaz de enfrentar qualquer agressão externa", de acordo com a televisão estatal do país, que citou a afirmação de Assad feita em uma reunião com autoridades iranianas.

"As ameaças norte-americanas de lançar um ataque não vão afastar a Síria de seus princípios ou de sua luta contra o terrorismo apoiado por alguns países da região e ocidentais, principalmente, os Estados Unidos da América." A Síria geralmente se refere aos rebeldes que lutam para derrubar Assad como "terroristas".

No sábado, Obama afirmou que os EUA deveriam retaliar o suposto uso de armas químicas por Damasco, mas que buscará autorização do Congresso para a ação.

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Neste domingo, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, disse que testes provaram o uso da arma química sarin nos ataques na Síria. Kerry também expressou confiança de que o Congresso "fará o que é certo" sobre o pedido de Obama.

Navios da Marinha estão na região aguardando ordens para lançar mísseis, e os inspetores da ONU deixaram a Síria depois de reunir provas de um ataque com armas químicas que as autoridades americanas afirmam ter matado 1.429 pessoas em áreas controladas pelos rebeldes.

Veja imagens da guerra na Síria desde o início deste ano:

Família síria acena a parentes após entrar em ônibus em direção a aeroporto para ir à Alemanha, onde foram aceitos como asilados temporários, em Beirute, Líbano (10/10). Foto: APTanque velho sírio é cercado por fogo após explosão de morteiros nas Colinas do Golan, território controlado por Israel (16/07). Foto: APCombatentes do Exército Sírio Livre carregam suas armas e se preparam para ofensiva contra forças leais a Assad em Deir al-Zor (12/07). Foto: ReutersCombatente do Exército Livre da Síria corre para buscar proteção perto de aeroporto militar de Nairab, em Aleppo (12/06). Foto: ReutersProtesto em Beirute contra a participação do Hezbollah na guerra síria (09/06). Foto: APFumaça é vista no vilarejo sírio de Quneitra perto da fronteira de Israel´(06/06). Foto: APLibanês foi ferido após segundo foguete de rebeldes sírios atingir sua casa em Hermel (29/05). Foto: APRefugiados sírios são abrigados em prédio da cidade turca de Reyhanli, perto da fronteira com a Síria (12/05). Foto: APHomens carregam ferido após explosão em cidade turca perto da fronteira síria (11/05). Foto: ReutersExplosão em cidade turca perto da fronteira com a Síria deixa dezenas de mortos (11/05). Foto: ReutersResidente caminha sobre destroços de prédios em rua de Deir al-Zor, Síria (09/05). Foto: ReutersCombatente do Exército Livre da Síria descansa em pilha de sacos de areia em campo de refugiados (06/05). Foto: APIsrael atacou instalações militares na área de Damasco, acusa Síria (05/05). Foto: BBCReprodução de vídeo mostra fumaça e fogo no céu sobre Damasco na madrugada deste domingo (05/05). Foto: APPresidente da Síria, Bashar al-Assad (D), visita universidade em Damasco (04/05). Foto: APReprodução de vídeo mostra corpos em Bayda, Síria (03/05). Foto: APBombeiros apagam fogo de carro em chamas em cena de explosão no distrito central de Marjeh, Damasco, Síria (30/04). Foto: APReprodução de vídeo mostra bombardeio em Daraya, Síria (25/04). Foto: APDruso carrega retrato do presidente sírio em que se lê 'Síria, Deus protege você', nas, Colinas do Golan (17/04). Foto: APFumaça e carros destruídos na praça Sabaa Bahrat, em Damasco, após explosão de carro-bomba (08/04). Foto: APMembro de Exército da Libertação da Síria segura arma em rua de Deir al-Zor (02/04). Foto: ReutersReprodução de vídeo mostra militantes do Exército Livre da Síria durante combates em Damasco (25/03). Foto: APManifestantes protestam contra Bashar al-Assad em Aleppo, na Síria (23/03). Foto: ReutersMesa de xeque Mohammad Said Ramadan al-Buti, aliado de Assad, é vista após ataque em Damasco (21/03). Foto: APSírio vítima de suposto ataque químico recebe tratamento em Khan al-Assal, de acordo com agência estatal (19/03). Foto: APSírias são vistos perto de corpos retirados de rio perto de bairro de Aleppo (10/03). Foto: APReprodução de vídeo mostra soldado do governo sírio morto em academia de polícia em Khan al-Asal, Aleppo (03/03). Foto: APHomem chora em local atingido por míssil no bairro de Ard al-Hamra, em Aleppo, Síria (fevereiro). Foto: ReutersMembro do Exército Livre da Síria aponta arma durante supostos confrontos contra forças de Assad em Aleppo (26/02). Foto: ReutersMembros de grupo islâmico seguram armas durante protesto contra regime em Deir el-Zor (25/02). Foto: ReutersMorador escreve em lápide nome de neta morta em ataque contra vila em Idlib, Síria (24/02). Foto: APChamas e fumaça são vistas em local de ataque no centro de Damasco, Síria (21/02). Foto: APRebeldes do Exército Livre da Síria preparam munições perto do aeroporto militar de Menagh, no interior de Aleppo (25/01). Foto: ReutersRebeldes da Frente al-Nusra, afiliada à Al-Qaeda, seguram sua bandeira no topo de helicóptero da Força Aérea da Síria na base de Taftanaz (11/01). Foto: APCrianças sírias viajam em caminhonete em Aleppo (02/01). Foto: Reuters

EUA: Ataque químico da Síria deixou 1.429 mortos, incluindo 426 crianças

Galeria de fotos: Veja imagens do suposto ataque químico na Síria

O número é bem maior do que estimativas anteriores que apontavam centenas de mortos. A inteligência britânica informa que o número de mortos ultrapassaria os 350, número similar aos 355 apontados pelos Médicos Sem Fronteiras.

Rebeldes sírios

A coalizão de oposição da Síria pediu neste domingo ao Congresso dos EUA a aprovação da autorização para uma ação militar, afirmando que qualquer intervenção deveria vir acompanhada do envio de mais armas para os rebeldes.

Leia: Saiba os principais itens de relatório dos EUA sobre o ataque químico

"A Coalizão Síria acredita que qualquer possível ação militar deve ser realizada em conjunto com um esforço para armar o Exército Sírio Livre. Isso será vital na contenção da matança de Assad", afirmaram os opositores de Assad em nota.

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