Gabinete de premiê diz buscar 'medidas necessárias para proteger civis' na Síria sob o Capítulo 7 da Carta da ONU

Reino Unido apresentou nesta quarta-feira ao Conselho de Segurança da ONU, em Nova York, uma resolução condenando o governo da Síria pelo suposto ataque químico que deixou ao menos centenas de mortos há uma semana nos arredores de Damasco.

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Reprodução de vídeo mostra fumaça saind de prédios por causa de bombardeio em Daraa, Síria (27/8)
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Reprodução de vídeo mostra fumaça saind de prédios por causa de bombardeio em Daraa, Síria (27/8)

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Uma declaração do gabinete do primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que o Reino Unido buscaria uma medida "autorizando as medidas necessárias para proteger os civis" na Síria sob o Capítulo 7 da Carta da ONU. Força militar é uma das opções que podem ser autorizadas sob essa seção.

No passado, a Rússia - um membro permanente do Conselho de Segurança - se opôs a ações contra a Síria, um aliado de longa data.

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A decisão de tentar o apoio da ONU surgiu enquanto parece crescer a intenção de uma ação militar ocidental contra a Síria , com os EUA e França dizendo estar prontos para um ataque .

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Cameron convocou o Parlamento britânico para uma sessão de emergência na quinta para um debate sobre a Síria e para uma votação, que deve endossar ou rejeitar possíveis retaliações militares contra o governo sírio.

Alguns políticos britânicos questionaram se um ataque militar seria legal sob a lei internacional se não tiver o apoio do Conselho de Segurança da ONU. O Partido Trabalhista, de oposição, indicou um desejo de ter o apoio da ONU antes do debate e votação de quinta.

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A perspectiva de uma intervenção liderada pelos EUA na guerra civil síria tem como base a afirmação ocidental - ainda não endossada por inspetores da ONU no país árabe - de que o regime de Bashar al-Assad era responsável por um suposto ataque químico contra civis nos arredores da capital no dia 21, algo que a Síria nega .

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De acordo com os Médicos Sem Fronteiras, 355 morreram por fogo de artilharia das forças do regime no ataque, que incluiu o uso de gás tóxico. Ativistas e líderes da oposição disseram que entre 322 e 1,3 mil teriam morrido no suposto ataque químico.

Os especialistas em armas químicas da ONU se dirigiram nesta quarta para Ghouta Oriental, um grande subúrbio de Damasco, em sua segunda jornada nas áreas supostamente atacadas por gás venenoso, disseram três ativistas sírios antigoverno.

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O grupo conduziu sua primeira investigação em Moadamiyeh, no oeste de Damasco, na segunda, coletando amostras e testemunhos depois de seu comboio ter sido atingido por franco-atiradores .

Acredita-se que as forças de segurança sírias tenham amplos estoques não declarados de gás mostarda e do agente neurológico sarin . A Síria é um dos sete países que não assinaram a convenção de 1997 banindo armas químicas.

*Com AP

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