Franco-atiradores disparam contra comboio de inspetores de armas químicas da ONU

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Grupo se dirigia à área de suposto ataque químico de 4ª; depois de trocar veículo danificado, equipe voltou ao local

Franco-atiradores abriram fogo contra o comboio de inspetores da ONU que se dirigiam ao local de um suposto ataque de armas químicas na capital da Síria, disse a organização nesta segunda-feira. A ONU não disse quem fez os disparos, mas o primeiro carro no comboio foi atingido, forçando a equipe a voltar brevemente para um posto de controle antes de retomar a missão.

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AP
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O governo sírio e os rebeldes concordaram com um cessar-fogo para permitir aos investigadores coletar evidências. Os especialistas dizem que continuarão sua investigação sobre o ataque de quarta, em que ao menos centenas morreram em um reduto rebelde no leste de Damasco. A ONU diz ter poucas dúvidas de que as forças sírias usaram armas químicas no ataque.

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O presidente da Síria, Bashar al-Assad, classificou a acusação como "um insulto ao senso comum" e alertou os EUA contra uma intervenção militar. "Se alguém sonha em tornar a Síria uma marionete do Ocidente, isso não acontecerá", disse ao jornal russo Izvestiya.

A equipe de 20 inspetores da ONU está na Síria desde 18 de agosto para investigar três outros supostos ataques químicos prévios. Os especialistas têm a intenção de recolher amostra de solo, sangue, urina e tecido para testes laboratoriais de cinco locais nesta segunda e terça.

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Mas pouco depois de saírem do hotel os carros ficaram sob fogo "várias vezes de franco-atiradores não identificados", de acordo com uma declaração da ONU. "A equipe voltou em segurança para o posto de controle do governo", acrescentou a ONU. Depois de substituir o veículo danificado, a equipe da ONU retomou sua missão, entrando no distrito ocidental de Muadhamiya para coletar evidências antes de voltar a Damasco.

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A Síria culpou as forças rebeldes pelo ataque contra a equipe da ONU, disse a televisão estatal. Uma fonte do Ministério da Informação disse que os especialistas internacionais foram alvejados por "terroristas", um termo normalmente usado pelo governo para descrever os rebeldes que tentam derrubar Assad.

Intervenção externa

Há um ano, o presidente dos EUA, Barack Obama, disse que o uso de armas químicas pela governo sírio seria uma "linha vermelha" que poderia desatar uma ação militar americana. Washington recentemente aumentou sua presença naval no leste do Mediterrâneo, e líderes militares dos EUA, Reino Unido e seus aliados estão se reunindo na Jordânia. Há também informações de que Obama recebeu do Exército uma lista atualizada com possíveis alvos de ataques aéreos.

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Mas o Conselho de Segurança da ONU continua dividido, parecendo improvável que a Rússia e a China retirem sua objeção a sanções mais duras contra o governo de Assad.

O ministro de Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse nesta segunda que os diplomatas deveriam ser cautelosos ao lidar com a questão das armas químicas, enquanto Moscou alertou o Ocidente a não prejulgar o resultado das inspeções.

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Políticos ocidentais começaram a sugerir adotar uma ação fora do sistema da ONU. O chanceler britânico, William Hague, disse à rede britânica BBC que a ação poderia ser tomada sem a aprovação do órgão se houver "uma grande necessidade humanitária" na Síria. Seu homólogo francês, Laurent Fabius, sugriu que o Conselho de Segurança poderia ser desconsiderado "em certas circunstâncias".

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O chanceler turco, Ahmet Davutoglu, disse ao jornal Milliyet que mais de 30 países já discutiam como atuar na Síria se a ONU fracassasse em chegar a um acordo. Ele prometeu que a Turquia entraria em qualquer coalizão contra o regime de Assad, com ou sem o endosso da ONU.

Acredita-se que as forças de segurança sírias tenham amplos estoques não declarados de gás mostrada e do agente neurológico sarin. A Síria é um dos sete países que não assinaram a convenção de 1997 banindo armas químicas.

*Com BBC e Reuters

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