Exército atualiza lista com possíveis alvos, que seriam atingidos com mísseis de cruzeiro lançados por navios

O governo americano está aumentando seu envolvimento na crise síria depois de alegações de uso de armas químicas , com graduados oficiais militares fazendo planos para responder rapidamente.

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Ativistas sírios inspecionam corpos de supostas vítimas de ataque químico na região de Ghouta, no bairro de Duma, Damasco (21/8)
Reuters
Ativistas sírios inspecionam corpos de supostas vítimas de ataque químico na região de Ghouta, no bairro de Duma, Damasco (21/8)

Após suposto ataque químico: EUA deslocam navio para possível ação na Síria

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Citado pela rede de TV americana CNN, um graduado funcionário do Departamento de Defesa disse que os estrategistas militares americanos atualizaram uma lista de alvos sírios, tendo sido revelado que um quarto navio com mísseis de cruzeiro chegou ao leste do Mar Mediterrâneo .

Segundo o jornal New York Times, a lista de possíveis alvos para um ataque aéreo circula na Casa Branca desde o fim da semana passada. A lista, que o Pentágono originalmente preparou há meses para o presidente dos EUA, Barack Obama, inclui tanto locais com armas químicas quanto alvos militares e governamentais mais amplos, dependendo de que tipo de ação o presidente ordenar. Se os ataques forem lançados, os alvos provavelmente serão atingidos de mísseis de cruzeiros disparados de navios da Marinha.

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Na sexta, o secretário de Defesa dos EUA, Chuck Hagel, disse que, se for comprovado o uso de armas químicas pela Síria, uma resposta rápida seria necessária para evitar um novo ataque. "Se, de fato, isso representou o uso deliberado de armas químicas pelo governo sírio contra seu próprio povo, outro ataque pode estar a caminho", disse Hagel. "Uma análise muito rápida do que aconteceu, e de qualquer resposta apropriada, deve ser feita."

Segundo Hagel, o Exército está fornecendo a Obama "opções para todas as contingências, e isso requer posicionar nossas forças e equipamentos para sermos capazes de cumprir quaisquer das opções que ele escolher".

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Foto sem data divulgada nesta segunda pela agência oficial Sana mostra o presidente sírio, Bashar al-Assad, durante entrevista com o jornal russo Izvestia
AP
Foto sem data divulgada nesta segunda pela agência oficial Sana mostra o presidente sírio, Bashar al-Assad, durante entrevista com o jornal russo Izvestia

O presidente, que alertou há um ano que o uso de armas químicas pelas forças sírias representaria uma " linha vermelha ", vem enfrentando críticas de republicanos do Congresso e de outros por fracassar em responder de forma mais forte a ataques químicos prévios de menor escala . Obama, que herdou duas guerras caras - no Iraque e no Afeganistão - tem relutado extremamente em comprometer forças militares americanas, mesmo em forma de ataques com mísseis, em outro conflito imprevisível do Oriente Médio.

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Mas, no domingo, a Casa Branca pareceu adotar um tom mais duro ao subestimar a promessa síria de garantir acesso aos inspetores da ONU ao local do suposto ataque do dia 21 que, segundo ativistas e opositores, deixou entre 322 e 1,3 mil mortos. Para o governo americano, a promessa era "muito tardia para ser crível".

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De acordo com os Médicos Sem Fronteiras, 355 morreram por fogo de artilharia das forças do regime em 21 de agosto, ataque que incluiu o uso de gás tóxico.

Nesta segunda, o secretário de Defesa americano afirmou que o governo está analisando as informações de inteligência sobre o ataque e "saberá os fatos" antes de agir. "Estamos analisando a inteligência para saber os fatos e, se qualquer ação for tomada, será em concerto com a comunidade internacional e dentro de uma justificativa legal", disse durante viagem à Indonésia.

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Ao New York Times, porém, autoridades disseram que, embora os EUA ainda mantenham consultas na ONU, o organismo não era a única via para tomar uma ação contra a Síria.

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Hagel e Obama vêm mantendo desde a semana passada conversas com a França e o Reino Unido com o objetivo de saber se os dois países estão na mesma posição que os EUA em relação à Síria, considerando-se que eles poderiam fazer parte de uma coalizão contra a Síria.

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Os dois países recentemente começaram a sugerir adotar uma ação fora do sistema da ONU. O chanceler britânico, William Hague, disse à rede britânica BBC que a ação poderia ser tomada sem a aprovação do órgão se houver "uma grande necessidade humanitária" na Síria. Seu homólogo francês, Laurent Fabius, sugriu que o Conselho de Segurança poderia ser desconsiderado "em certas circunstâncias".

O chanceler turco, Ahmet Davutoglu, disse ao jornal Milliyet que mais de 30 países já discutiam como atuar na Síria se a ONU fracassasse em chegar a um acordo. Ele prometeu que a Turquia entraria em qualquer coalizão contra o regime de Assad, com ou sem o endosso da ONU.

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Acredita-se que as forças de segurança sírias tenham amplos estoques não declarados de gás mostrada e do agente neurológico sarin . A Síria é um dos sete países que não assinaram a convenção de 1997 banindo armas químicas.

*Com New York Times, AP e Reuters

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