Número de crianças refugiadas da Síria atinge  1 milhão, diz ONU

Por Reuters |

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Entre os 100 mil mortos na guerra civil, 7 mil são crianças; menores representam metade de todos os refugiados

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O número de crianças sírias forçadas a fugir do país devastado por uma guerra civil atingiu um milhão nesta sexta-feira (23), metade de todos os refugiados expulsos pelo conflito, disse a ONU.

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AP
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Outros dois milhões de menores sírios estão deslocados dentro do próprio país e muitas vezes são atacados ou recrutados como combatentes, em violação ao direito humanitário, informaram a agência de refugiados da ONU (Acnur) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

"Os jovens da Síria estão perdendo suas casas, seus familiares e seus futuros. Mesmo depois de terem atravessado a fronteira por segurança, estão traumatizados, deprimidos e precisam de uma razão para esperança", disse António Guterres, Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, em comunicado.

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Quase dois milhões de sírios fugiram para Turquia, Líbano, Iraque, Jordânia e o Norte da África, segundo o Acnur. Entre eles estão 40 mil curdos sírios que chegaram em massa ao Curdistão iraquiano na semana passada.

A ONU exigiu na quinta-feira que a Síria conceda acesso imediato a especialistas em armas químicas das Nações Unidas aos subúrbios de Damasco controlados por rebeldes onde o uso de gás venenoso parece ter causado centenas de mortes, incluindo muitas crianças, a poucos quilômetros do hotel da equipe da ONU.

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Família síria acena a parentes após entrar em ônibus em direção a aeroporto para ir à Alemanha, onde foram aceitos como asilados temporários, em Beirute, Líbano (10/10). Foto: APTanque velho sírio é cercado por fogo após explosão de morteiros nas Colinas do Golan, território controlado por Israel (16/07). Foto: APCombatentes do Exército Sírio Livre carregam suas armas e se preparam para ofensiva contra forças leais a Assad em Deir al-Zor (12/07). Foto: ReutersCombatente do Exército Livre da Síria corre para buscar proteção perto de aeroporto militar de Nairab, em Aleppo (12/06). Foto: ReutersProtesto em Beirute contra a participação do Hezbollah na guerra síria (09/06). Foto: APFumaça é vista no vilarejo sírio de Quneitra perto da fronteira de Israel´(06/06). Foto: APLibanês foi ferido após segundo foguete de rebeldes sírios atingir sua casa em Hermel (29/05). Foto: APRefugiados sírios são abrigados em prédio da cidade turca de Reyhanli, perto da fronteira com a Síria (12/05). Foto: APHomens carregam ferido após explosão em cidade turca perto da fronteira síria (11/05). Foto: ReutersExplosão em cidade turca perto da fronteira com a Síria deixa dezenas de mortos (11/05). Foto: ReutersResidente caminha sobre destroços de prédios em rua de Deir al-Zor, Síria (09/05). Foto: ReutersCombatente do Exército Livre da Síria descansa em pilha de sacos de areia em campo de refugiados (06/05). Foto: APIsrael atacou instalações militares na área de Damasco, acusa Síria (05/05). Foto: BBCReprodução de vídeo mostra fumaça e fogo no céu sobre Damasco na madrugada deste domingo (05/05). Foto: APPresidente da Síria, Bashar al-Assad (D), visita universidade em Damasco (04/05). Foto: APReprodução de vídeo mostra corpos em Bayda, Síria (03/05). Foto: APBombeiros apagam fogo de carro em chamas em cena de explosão no distrito central de Marjeh, Damasco, Síria (30/04). Foto: APReprodução de vídeo mostra bombardeio em Daraya, Síria (25/04). Foto: APDruso carrega retrato do presidente sírio em que se lê 'Síria, Deus protege você', nas, Colinas do Golan (17/04). Foto: APFumaça e carros destruídos na praça Sabaa Bahrat, em Damasco, após explosão de carro-bomba (08/04). Foto: APMembro de Exército da Libertação da Síria segura arma em rua de Deir al-Zor (02/04). Foto: ReutersReprodução de vídeo mostra militantes do Exército Livre da Síria durante combates em Damasco (25/03). Foto: APManifestantes protestam contra Bashar al-Assad em Aleppo, na Síria (23/03). Foto: ReutersMesa de xeque Mohammad Said Ramadan al-Buti, aliado de Assad, é vista após ataque em Damasco (21/03). Foto: APSírio vítima de suposto ataque químico recebe tratamento em Khan al-Assal, de acordo com agência estatal (19/03). Foto: APSírias são vistos perto de corpos retirados de rio perto de bairro de Aleppo (10/03). Foto: APReprodução de vídeo mostra soldado do governo sírio morto em academia de polícia em Khan al-Asal, Aleppo (03/03). Foto: APHomem chora em local atingido por míssil no bairro de Ard al-Hamra, em Aleppo, Síria (fevereiro). Foto: ReutersMembro do Exército Livre da Síria aponta arma durante supostos confrontos contra forças de Assad em Aleppo (26/02). Foto: ReutersMembros de grupo islâmico seguram armas durante protesto contra regime em Deir el-Zor (25/02). Foto: ReutersMorador escreve em lápide nome de neta morta em ataque contra vila em Idlib, Síria (24/02). Foto: APChamas e fumaça são vistas em local de ataque no centro de Damasco, Síria (21/02). Foto: APRebeldes do Exército Livre da Síria preparam munições perto do aeroporto militar de Menagh, no interior de Aleppo (25/01). Foto: ReutersRebeldes da Frente al-Nusra, afiliada à Al-Qaeda, seguram sua bandeira no topo de helicóptero da Força Aérea da Síria na base de Taftanaz (11/01). Foto: APCrianças sírias viajam em caminhonete em Aleppo (02/01). Foto: Reuters

O diretor-executivo do Unicef, Anthony Lake, disse que a juventude síria vem arcando com o ônus da guerra, que já matou 7 mil crianças entre as cerca de 100 mil vítimas até agora.

"Nós todos devemos compartilhar a vergonha, porque enquanto trabalhamos para aliviar o sofrimento das pessoas afetadas por esta crise, a comunidade global falhou em sua responsabilidade para com estas crianças. Devemos parar e nos perguntar como, em sã consciência, podemos continuar a falhar com as crianças da Síria", disse.

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