Egito prende principal líder espiritual da Irmandade Muçulmana

Por iG São Paulo |

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Mohamed Badie foi detido em Nasr City, no Cairo, um golpe ao grupo islâmico que luta para manter protestos

O Egito anunciou nesta terça-feira (20) a prisão do líder supremo da Irmandade Muçulmana, o que representa um duro golpe para o grupo islâmico no país no momento em que ele luta para manter seus protestos nas ruas contra a deposição do presidente Mohammed Morsi diante de forte repressão das autoridades.

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AP
Mohammed Badie, o líder supremo da Irmandade Muçulmana, é visto depois de ser detido pelas forças de segurança no Cairo, Egito



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O guia espiritual da Irmandade, Mohammed Badie, foi preso em um apartamento no distrito de Nasr City, no Cairo, perto do local onde os manifestantes pró-Morsi estabeleceram um acampamento de protesto por seis semanas. Este acampamento, e um segundo em Giza, foram removidos pelas forças de segurança na quarta-feira passada, em uma incursão que deixou centenas de mortos.

A prisão de Badie é o acontecimento mais recente que demonstra o cerco das autoridades sobre a Irmandade Muçulmana, grupo que apoia Morsi. Desde a queda do líder islamita, a Irmandade vem organizando protestos diários, mas a violência da semana passada reduziu a força das manifestações, atraindo poucas centenas, as vezes, dezenas, no Cairo e em outras cidades do país.

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Morsi está preso em um local desconhecido desde o golpe de 3 de julho, promovido após dias de protestos contra o governo do islamita que reuniram milhões em todo o país. Ele enfrenta acusações de ter conspirado com o grupo militante palestino Hamas para escapar da prisão durante a revolta de 2011.

A última aparição pública de Badie foi durante um protesto no acampamento no mês passado, quando ele fez um discurso a partir de um palco improvisado denunciando o golpe que retirou Morsi do poder. A prisão de Badie ocorreu após a morte de um de seus filhos, Ammar, que foi morto a tiros durante violentos confrontos entre as forças de segurança e partidários de Morsi na sexta-feira.

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Badie e seu poderoso vice, Khairat el-Shater devem comparecer no tribunal no final do mês, acusados de cumplicidade na morte de oito manifestantes em junho do lado de fora da sede nacional da Irmandade Muçulmana no Cairo.

Enquanto isso, o governo apoiado pelo Exército do país está considerando colocar a Irmandade novamente na clandestinidade. O grupo foi ilegal desde sua criação, há 85 anos.

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Veja imagens do massacre de quarta no Egito:

Egípcios choram perto de corpos de parentes na mesquita de El-Iman, em Nasr City, Cairo (15/8). Foto: APEgípcios choram sobre corpos de parentes mortos em repressão militar no dia anterior no Cairo (15/8). Foto: APEgípcios velam os corpos de seus parentes e amigos na mesquita El-Iman em Nasr City, Cairo (15/8). Foto: APHomem caminha do lado de fora da mesquita Rabaa Adawiya um dia depois de uma ação violenta da polícia egípcia no Cairo. Foto: APHomem segura corpo de partidário de Mohammed Morsi em mesquita de Nasr City, no Egito (15/8). Foto: APPartidários feridos do presidente deposto Mohammed Morsi são vistos deitados em hospital improvisado no distrito de Nasr City, Cairo (14/8). Foto: APPartidário do presidente deposto Mohammed Morsi pega madeira para transformá-la em uma barricada em chamas na praça Rabaa Al-Adawiya, no Cairo (14/8)
. Foto: APPartidário ferido do líder deposto Mohammed Morsi é visto no chão enquanto forças de segurança desmontavam acampamento de protesto perto da Universidade do Cairo (14/8). Foto: APMembros da Irmandade Muçulmana e partidários de Mohammed Morsi fogem do gás lacrimogêneo durante confrontos em praça que leva à praça Rabba el-Adwia, Cairo (14/8). Foto: ReutersPartidários do presidente deposto  Mohammed Morsi carregam manifestante ferido durante confrontos com a polícia e o Exército na área da praça Rabaa Adawiya, Cairo (14/8)
. Foto: ReutersPartidários do presidente deposto  Mohammed Morsi carregam manifestante ferido durante confrontos com a polícia e o Exército na área da praça Rabaa Adawiya, Cairo (14/8). Foto: ReutersDois meninos abraçam partidário do presidente Mohammed Morsi, enquanto policiais removiam acampamento perto da Universidade de Giza, no Egito (14/8). Foto: APCorpos de partidários do presidente deposto Mohammed Morsi são vistos no chão de hospital improvisado no distrito de Nasr City, Cairo (14/8). Foto: APForça de segurança do Egito chuta partidário do presidente deposto Mohammed Morsi ao desmontar acampamento de protesto perto de universidade no Cairo (14/3). Foto: APPartidários do presidente deposto Mohammed Morsi fogem de forças de segurança que disparavam contra eles durante confrontos no distrito de Nasr City, Cairo (14/8). Foto: APPartidário de Mohammed Morsi se senta próximo à mulher morta enquanto forças de segurança do Egito removiam acampamento perto da Universidade Giza, no Cairo (14/8). Foto: APPartidários do presidente deposto Mohammed Morsi entram em confronto com forças de segurança no distrito de Nasr City, no Cairo (14/8). Foto: APPartidário de Mohammed Morsi segura colega ferido enquanto forças de segurança avançam contra acampamento em Nasr City (14/8). Foto: APManifestante carrega cópias do Corão enquanto forças do Egito avançam contra acampamento em Nasr City (14/8). Foto: APPartidários de Morsi feridos repousam no chão após forças de segurança egípcias avançarem contra acampamento em Nasr City, Cairo (14/8). Foto: APForças de segurança egípcias avançam contra acampamento em Nasr City, no Cairo (14/8). Foto: APMembro das forças de segurança do Egito fala com partidária do presidente deposto Mohammed Morsi em acampamento perto da Universidade Giza (14/8). Foto: APForças de segurança do Egito prende manifestantes durante remoção de acampamento de partidários do islamita Mohammed Morsi em Nasr City, Cairo (14/8) . Foto: APForças de segurança do Egito dispersam acampamento de partidários de Mohammed Morsi em Nasr City, no Cairo (14/8). Foto: APPartidários de Mohammed Morsi gritam palavras de ordem contra Exército durante confrontos no bairro de Mohandessin, no Egito (14/8). Foto: AP

O porta-voz da Irmandade Ahmed Aref buscou minimizar a importância da prisão de Badie, escrevendo simplesmente na sua página no Facebook nesta terça-feira: "Mohammed Badie é um membro da Irmandade."

A prisão de Badie ocorre depois que supostos militantes islâmicos fizeram uma emboscada contra dois micro-ônibus carregando policiais à paisana na Península do Sinai na manhã de segunda-feira (19). Vinte e cinco deles foram mortos a tiros. Nenhum grupo reivindicou responsabilidade pelo ataque.

Com AP

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