Egito reforça segurança de 'instalações vitais' para sexta-feira da ira

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Marcha da Irmandade Muçulmana pode ter mais episódios de violência; polícia é autorizada a usar munição letal

Cairo, a capital do Egito, está preparada para novos protestos convocados pelos partidários do presidente deposto do país Mohammed Morsi. A manifestação ocorre dois dias depois que as autoridades de segurança removeram dois acampamentos de protestos, provocando batalhas de ruas e a morte de mais de 600 pessoas.

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AP
Soldados do Exército egípcio tomam suas posições perto de tanques blindados na Praça Tahrir, no Cairo

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Os partidários de Morsi planejam se reunir na praça Ramsés e caminhar até as mesquitas da cidade após as orações de sexta-feira. Desde quarta-feira, um estado de emergência está em curso e a polícia está autorizada a usar munição letal em autodefesa.

A Irmandade Muçulmana, grupo que estava por trás do governo Morsi, convocou seus partidários para se reunir nas mesquitas para as orações de sexta-feira e depois tomar as ruas do Cairo na "marcha da ira". Os líderes do grupo disseram que atrairão manifestantes sob o slogan: "O povo quer derrubar o golpe."

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A segurança foi reforçada na capital, com a presença de muitos veículos blindados nas ruas. As entradas da Praça Tahrir, o foco das manifestações que levaram à queda do governo autocrata de Hosni Mubarak em 2011, foram bloqueadas pelo Exército. A TV estatal disse que as tropas estavam sendo posicionadas para proteger "instalações importantes e vitais".

Integrantes de grupos de opositores a Morsi - a Frente de Salvação Nacional e o Tamarod - teriam convocado manifestações em resposta aos protestos da Irmandade Muçulmana.

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AP
Sapatos e um copo de chá abandonados são vistos no local onde ficava acampamento de partidários de Mohammed Morsi no Cairo (16/8)

Galeria de fotos: Veja imagens da ação da polícia contra acampamentos

Há temores de que um novo derramamento de sangue depois que autoridades afirmaram que a polícia estava autorizada a usar munição letal para proteger a si mesmos em instituições importantes de ataques.

Na quinta-feira, o Conselho de Segurança da ONU apelou a todas as partes no Egito que acabem com a violência e exerçam o máximo controle. O apelo foi feito enquanto Gehad al-Haddad convocava a "sexta-feira do ódio".

Em Nova York, a reunião do Conselho de Segurança foi solicitada conjuntamente por França, Reuno Unido e Austrália, três dos 15 membros do órgão.

"A visão dos membros do conselho é de que é importante acabar com a violência no Egito e que as partes exerçam a máxima contenção", disse a embaixadora argentina nas Nações Unidas, Maria Cristina Perceval.

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Também na quinta-feira, o presidente americano, Barack Obama, condenou a violência e anunciou que os EUA estavam cancelando exercícios militares conjuntos bienais com as forças egípcias previstos para o próximo mês. Ele também acrescentou que medidas adicionais estavam sob análise. A advertência foi reiterada pelo Departamento de Estado, que disse que os EUA vão rever a ajuda que concedem ao Egito "em todas as formas".

Veja imagens da crise no Egito após a queda de Morsi:

Forças de segurança do Egito fazem guarda em frente da Universidade Islâmica Al-Azhar no Cairo (30/10). Foto: APForças de segurança do Egito e civis seguram um partidário do presidente deposto Mohammed Morsi perto da Praça Ramsis, no Cairo (7/10). Foto: APConfrontos entre apoiadores e opositores do presidente deposto do Egito, Mohamed Mursi, deixam mortos e feridos (6/10). Foto: Amr Abdallah Dalsh/ReutersPartidários do presidente egípcio deposto Mohammed Morsi gritaram palavras de ordem contra o ministro da Defesa do país durante marcha (4/10). Foto: APForças de segurança do Egito protegem o corpo do General Nabil Farrag morto por militantes que abriram fogo em Kerdasa  (19/9). Foto: APPartidários do presidente egípcio deposto Mohammed Morsi protestam em Nasr City, no Cairo (13/9). Foto: APExército do Egito ataca militantes islâmicos no norte do Sinai (7/9). Foto: APPessoas observam carro queimando momentos depois que um atentado à bomba atingiu o comboio do ministro do Interior do Egito, Mohammed Ibrahim (5/9). Foto: APPartidários do presidente deposto Mohammed Morsi cobram para se proteger de gás lacrimogêneo lançado por polícia no Cairo, Egito (30/8). Foto: APManifestantes que apoiam o líder deposto Mohammed Morsi ajudam ferido perto de Praça Ramsés, no Cairo (16/8). Foto: ReutersPartidário de Mohammed Morsi se desespera enquanto amigo que foi ferido pelas forças de segurança recebe tratamento em mesquita no Cairo, Egito (16/8). Foto: NYTEgípcios velam corpos de seus parentes mortos em massacre de quarta-feira na mesquita Al-Fath, no Cairo (16/8). Foto: APCivil carregando uma arma observa movimento da rua no bairro de Zamalek no Cairo, Egito (16/8). Foto: APPartidários de Mohammed Morsi gritam palavras de ordem contra Exército durante confrontos no bairro de Mohandessin, no Egito (14/8). Foto: APForças de segurança do Egito prende manifestantes durante remoção de acampamento de partidários do islamita Mohammed Morsi em Nasr City, Cairo (14/8). Foto: APHomem é ferido durante confronto no Egito (27/7). Foto: APPartidários do chefe do Exército egípcio, general Abdel-Fatah el-Sissi, se manifestam em ponte que leva à Praça Tahrir, no Cairo (26/7). Foto: APHomem de joelhos agita bandeiras do Egito  em uma ponte que leva à Praça Tahrir, no Cairo (26/7). Foto: APOpositores do presidente deposto Mohammed Morsi carregam amigo ferigo em confrontos com partidários de Morsi no Cairo (23/7). Foto: APOponentes do presidente deposto Mohammed Morsi queimam pôsteres com sua foto durante confrontos no Cairo, Egito (22/03). Foto: APEgípcio com uma pistola e opositores do presidente Mohammed Morsi detêm um suposto partidário de Morsi que foi ferido em confrontos no Cairo (22/7). Foto: APPartidários do presidente deposto do Egito Mohammed Morsi jogam pedras em opositores de Morsi durante confrontos em uma ponte no centro do Cairo (15/7). Foto: APMembros da Irmandade Muçulmana protestam com máscaras de Morsi no Cairo, no Egito (13/7) . Foto: ReutersPartidária de Mohammed Morsi coloca faixa na cabeça (12/7). Foto: APPartidários do presidente deposto Mohammed Morsi rezam depois da quebra do jejum durante o mês sagrado do Ramadã em Nasr City, Cairo, Egito (12/7). Foto: APPartidários do presidente deposto do Egito Mohammed Morsi seguram seus cartazes em protesto perto da Universidade do Cairo, no Egito (12/7). Foto: APVoluntários usando coletes amarelos protegem mulheres na praça Tahrir (8/7). Foto: APEgípcio chora do lado de fora de necrotério depois de carregar o corpo de seu irmão morto perto da Guarda Republicana no Cairo (8/7). Foto: APHomem mostra camiseta ensanguentada de partidário do presidente deposto Mohammed Morsi do lado de fora de hospital no Cairo (8/7). Foto: APMédico egípcio partidário de presidente deposto Mohammed Morsi é visto em hospital em Nassr City, Cairo (8/7). Foto: APCorpo de partidário de presidente deposto Mohammed Morsi é visto em ambulância no Cairo, Egito (8/7). Foto: APHomem chora em hospital improvisado depois de soldados e policiais abrirem fogo contra partidários de líder deposto Morsi (8/7). Foto: APOponentes do presidente deposto Mohammed Morsi se manifestam na Praça Tahir, no Cairo, Egito (7/7). Foto: APOponentes de Mohammed Morsi se reunem na Praça Tahir, no Cairo, no domingo (7/7). Foto: APEgípcias choram durante enterro de oponentes do presidente deposto Mohammed Morsi, que foram mortos durante confrontos no Cairo (6/7). Foto: APPartidária do presidente deposto Mohammed Morsi segura no Cairo retrato em que se leem: 'legitimidade é uma linha vermelha' e 'saia Sissi, Morsi é meu presidente' (6/7). Foto: APManifestantes contrários ao presidente deposto Mohammed Morsi arremessam pedras durante confrontos com membros da Irmandade e partidários de Morsi no Cairo (5/7). Foto: ReutersPartidários e oponentes do presidente deposto Mohammed Morsi entram em confronto na ponte 6 de Outubro, perto de Maspero, Cairo (5/7). Foto: APManifestantes islâmicos, um deles com o retrato do presidente deposto Mohammed Morsi, mostram mãos sujas de sangue após disparos do Exército no Cairo (5/7). Foto: APManifestantes que apoiam o presidente deposto Mohammed Morsi correm em meio ao gás lacrimogêneo lançado pelas forças de segurança no Cairo (4/7). Foto: ReutersPartidários do presidente deposto Mohammed Morsi participam de manifestação perto da Universidade do Cairo, Egito (4/7). Foto: APPartidária segura pôster do presidente deposto Mohammed Morsi no qual se lê 'Sissi traidor', em referência ao chefe do Exército, em marcha em Nasser (4/7). Foto: APPartidários do presidente deposto Mohammed Morsi gritam perto da praça da mesquita de Raba El-Adwyia, no Cairo (4/7). Foto: ReutersMembros da Irmandade Muçulmana e partidários de presidente deposto Mohammed Morsi protestam durante cerimônia de posse de líder interino no Cairo (4/7). Foto: Reuters

Em resposta, os líderes interinos do Egito criticaram o pronunciamento de Obama. A presidência do país afirmou em comunicado que as palavras do presidente americano "não estavam baseadas nos fatos" e "encoraja grupos armados". Ele repetiu que o Egito está enfrentando "atos terroristas".

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