Grupos contra e a favor de presidente deposto do Egito entram em confronto

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Polícia intervém e dispara gás lacrimogêneo para dispersar a marcha de partidários de Mohammed Morsi no Cairo

A polícia do Egito disparou gás lacrimogêneo para dispersar uma multidão de partidários do presidente deposto do país Mohammed Morsi durante marcha no centro do Cairo.

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Reuters
Partidário de presidente deposto Mohamed Mursi joga tubo de gás lacrimogêneo de volta à polícia durante confrontos no centro do Cairo


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As forças de segurança agiram depois que o bloco que apoia o líder deposto entrou em conflito com rivais políticos. Segundo testemunhas, os dois grupos jogaram pedras e garrafas, enquanto mulheres e crianças corriam do local.

Morsi foi deposto por líderes do Exército em junho em meio a protestos massivos que pediam sua saída. Desde então, o Exército instalou um governo interino, que é rejeitado pelos partidários de Morsi, líder islamita que veio do movimento da Irmandade Muçulmana. Grupos pró-Morsi exigem que o presidente deposto seja reinstalado no cargo.

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Os problemas desta terça-feira (13) começaram quando milhares de partidários do ex-presidente marchavam por uma região de Cairo onde muitos se opõem à Irmandade Muçulmana.

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Segundo um repórter da Reuters, os manifestantes caminhavam em direção ao Ministério do Interior quando foram atacados. Defensores do novo governo arremessaram pedras e atiraram garrafas a partir de suas varandas. Os apoiadores de Mursi reagiram também lançando pedras, quando a polícia interveio.

Desde a deposição de Morsi em julho, os partidários da Irmandade Muçulmana estabeleceram dois acampamentos de protestos no Cairo exigindo o retorno do presidente ao poder.

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Segundo o jornal estatal Al-Ahram, o governo interino do país está debatendo uma forma de encerrar os protestos pró-Morsi, sinalizando que uma ação policial para dispersar os acampamentos não é iminente.

Após uma reunião do Conselho de Segurança Nacional, fontes presidenciais disseram que forças de segurança deverão isolar os acampamentos dos manifestantes no Cairo, em vez de realizar uma ação mais agressiva, que possa levar a um derramamento de sangue.

Algumas autoridades desejam evitar um confronto violento, o que poderia prejudicar os esforços do governo para se apresentar como legítimo. Por outro lado, radicais no Exército e nas forças de segurança defendem uma intervenção, para impedir que o movimento da Irmandade cresça.

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"As consultas continuam entre todos os órgãos governamentais. O caminho mais provável é cercar as duas concentrações, sufocá-las em vez de (iniciar) uma intervenção de segurança que possa causar vítimas", disse o al-Ahram.

Os esforços internacionais para resolver a crise fracassaram na semana passada. Mediadores estrangeiros dizem que a Irmandade deveria aceitar que Morsi não será devolvido ao poder, mas que as novas autoridades devem trazer a Irmandade de volta para o processo político.

Veja imagens da crise no Egito após queda de Morsi:

Forças de segurança do Egito fazem guarda em frente da Universidade Islâmica Al-Azhar no Cairo (30/10). Foto: APForças de segurança do Egito e civis seguram um partidário do presidente deposto Mohammed Morsi perto da Praça Ramsis, no Cairo (7/10). Foto: APConfrontos entre apoiadores e opositores do presidente deposto do Egito, Mohamed Mursi, deixam mortos e feridos (6/10). Foto: Amr Abdallah Dalsh/ReutersPartidários do presidente egípcio deposto Mohammed Morsi gritaram palavras de ordem contra o ministro da Defesa do país durante marcha (4/10). Foto: APForças de segurança do Egito protegem o corpo do General Nabil Farrag morto por militantes que abriram fogo em Kerdasa  (19/9). Foto: APPartidários do presidente egípcio deposto Mohammed Morsi protestam em Nasr City, no Cairo (13/9). Foto: APExército do Egito ataca militantes islâmicos no norte do Sinai (7/9). Foto: APPessoas observam carro queimando momentos depois que um atentado à bomba atingiu o comboio do ministro do Interior do Egito, Mohammed Ibrahim (5/9). Foto: APPartidários do presidente deposto Mohammed Morsi cobram para se proteger de gás lacrimogêneo lançado por polícia no Cairo, Egito (30/8). Foto: APManifestantes que apoiam o líder deposto Mohammed Morsi ajudam ferido perto de Praça Ramsés, no Cairo (16/8). Foto: ReutersPartidário de Mohammed Morsi se desespera enquanto amigo que foi ferido pelas forças de segurança recebe tratamento em mesquita no Cairo, Egito (16/8). Foto: NYTEgípcios velam corpos de seus parentes mortos em massacre de quarta-feira na mesquita Al-Fath, no Cairo (16/8). Foto: APCivil carregando uma arma observa movimento da rua no bairro de Zamalek no Cairo, Egito (16/8). Foto: APPartidários de Mohammed Morsi gritam palavras de ordem contra Exército durante confrontos no bairro de Mohandessin, no Egito (14/8). Foto: APForças de segurança do Egito prende manifestantes durante remoção de acampamento de partidários do islamita Mohammed Morsi em Nasr City, Cairo (14/8). Foto: APHomem é ferido durante confronto no Egito (27/7). Foto: APPartidários do chefe do Exército egípcio, general Abdel-Fatah el-Sissi, se manifestam em ponte que leva à Praça Tahrir, no Cairo (26/7). Foto: APHomem de joelhos agita bandeiras do Egito  em uma ponte que leva à Praça Tahrir, no Cairo (26/7). Foto: APOpositores do presidente deposto Mohammed Morsi carregam amigo ferigo em confrontos com partidários de Morsi no Cairo (23/7). Foto: APOponentes do presidente deposto Mohammed Morsi queimam pôsteres com sua foto durante confrontos no Cairo, Egito (22/03). Foto: APEgípcio com uma pistola e opositores do presidente Mohammed Morsi detêm um suposto partidário de Morsi que foi ferido em confrontos no Cairo (22/7). Foto: APPartidários do presidente deposto do Egito Mohammed Morsi jogam pedras em opositores de Morsi durante confrontos em uma ponte no centro do Cairo (15/7). Foto: APMembros da Irmandade Muçulmana protestam com máscaras de Morsi no Cairo, no Egito (13/7) . Foto: ReutersPartidária de Mohammed Morsi coloca faixa na cabeça (12/7). Foto: APPartidários do presidente deposto Mohammed Morsi rezam depois da quebra do jejum durante o mês sagrado do Ramadã em Nasr City, Cairo, Egito (12/7). Foto: APPartidários do presidente deposto do Egito Mohammed Morsi seguram seus cartazes em protesto perto da Universidade do Cairo, no Egito (12/7). Foto: APVoluntários usando coletes amarelos protegem mulheres na praça Tahrir (8/7). Foto: APEgípcio chora do lado de fora de necrotério depois de carregar o corpo de seu irmão morto perto da Guarda Republicana no Cairo (8/7). Foto: APHomem mostra camiseta ensanguentada de partidário do presidente deposto Mohammed Morsi do lado de fora de hospital no Cairo (8/7). Foto: APMédico egípcio partidário de presidente deposto Mohammed Morsi é visto em hospital em Nassr City, Cairo (8/7). Foto: APCorpo de partidário de presidente deposto Mohammed Morsi é visto em ambulância no Cairo, Egito (8/7). Foto: APHomem chora em hospital improvisado depois de soldados e policiais abrirem fogo contra partidários de líder deposto Morsi (8/7). Foto: APOponentes do presidente deposto Mohammed Morsi se manifestam na Praça Tahir, no Cairo, Egito (7/7). Foto: APOponentes de Mohammed Morsi se reunem na Praça Tahir, no Cairo, no domingo (7/7). Foto: APEgípcias choram durante enterro de oponentes do presidente deposto Mohammed Morsi, que foram mortos durante confrontos no Cairo (6/7). Foto: APPartidária do presidente deposto Mohammed Morsi segura no Cairo retrato em que se leem: 'legitimidade é uma linha vermelha' e 'saia Sissi, Morsi é meu presidente' (6/7). Foto: APManifestantes contrários ao presidente deposto Mohammed Morsi arremessam pedras durante confrontos com membros da Irmandade e partidários de Morsi no Cairo (5/7). Foto: ReutersPartidários e oponentes do presidente deposto Mohammed Morsi entram em confronto na ponte 6 de Outubro, perto de Maspero, Cairo (5/7). Foto: APManifestantes islâmicos, um deles com o retrato do presidente deposto Mohammed Morsi, mostram mãos sujas de sangue após disparos do Exército no Cairo (5/7). Foto: APManifestantes que apoiam o presidente deposto Mohammed Morsi correm em meio ao gás lacrimogêneo lançado pelas forças de segurança no Cairo (4/7). Foto: ReutersPartidários do presidente deposto Mohammed Morsi participam de manifestação perto da Universidade do Cairo, Egito (4/7). Foto: APPartidária segura pôster do presidente deposto Mohammed Morsi no qual se lê 'Sissi traidor', em referência ao chefe do Exército, em marcha em Nasser (4/7). Foto: APPartidários do presidente deposto Mohammed Morsi gritam perto da praça da mesquita de Raba El-Adwyia, no Cairo (4/7). Foto: ReutersMembros da Irmandade Muçulmana e partidários de presidente deposto Mohammed Morsi protestam durante cerimônia de posse de líder interino no Cairo (4/7). Foto: Reuters

Morsi foi o primeiro presidente democraticamente eleito na história do Egito, depois da derrubada do regime autocrático de Hosni Mubarak. Mas ele não conseguiu resolver os problemas econômicos do país e assustou muitos egípcios com aparentes esforços de dar um caráter mais islâmico ao país, o mais populoso do mundo árabe. Em 3 de julho, após imensas manifestações pela renúncia de Morsi, os militares o derrubaram.

Tarek el Malt, membro do partido Wasat, aliado da Irmandade, disse que escreveu ao ministro do Interior alertando que o uso da força contra os acampamentos agravaria a situação.

Sobre as razões para a polícia ainda não ter dissolvido os protestos, ele disse: "A única interpretação é que, graças a Deus, há pessoas que ainda não estão pensando de forma excludente e querem dar uma oportunidade para soluções pacíficas".

Com Reuters e BBC

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