Inspetores da ONU investigarão três supostos ataques com armas químicas na Síria

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Acordo com governo sírio foi alcançado após visita de funcionários da organização na semana passada à capital

As Nações Unidas (ONU) anunciaram nesta quarta-feira que especialistas da organização viajarão à Síria assim que possível para investigar três supóstos ataques com armas químicas. De acordo com a entidade, Damasco permitirá que os inspetores visitem três locais onde armamento não convencional foi supostamente usado.

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O porta-voz da ONU Martin Nesirky disse que o sinal verde para a investigação se seguiu à visita a Damasco na semana passada da chefe de desarmamento da ONU, Angela Kane, e do líder da equipe de investigação de armas químicas, Ake Sellstrom, e ao "entendimento alcançado com o governo da Síria".

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Nesirky disse que os especialistas visitarão Khan Al-Assal, nos arredores de Aleppo, que esteve sob ataque das forças do governo nesta quarta-feira depois de sua captura por rebeldes no dia 22. O governo e os rebeldes culpam um ao outro por um suposto ataque químico em 19 de março nessa vila ao norte do país, que deixou ao menos 30 mortos.

Nesirky não deu quaisquer outros detalhes sobre os outros dois incidentes que serão investigados.

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A Síria está mergulhada em uma sangrenta guerra civil de mais de dois anos, durante a qual mais de 100 mil foram mortos e milhões foram desalojados ou se tornaram refugiados em outros países, incluindo o Brasil, de acordo com a ONU.

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Em meio aos confrontos, houve várias alegações de que armas químicas foram usadas. Em junho, a Casa Branca disse que as forças do presidente Bashar al-Assad cruzaram a "linha vermelha" ao usar armamento não convencional, incluindo o gás sarin, contra as forças rebeldes. Isso fez o governo americano começar a fornecer apoio militar aos combatentes da oposição, apesar de sua relutância prévia em adotar a medida.

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O governo Sírio, enquanto isso, alegou que os rebeldes sírios também usaram armas químicas. Mas funcionários da oposição dizem que os rebeldes não têm acesso às armas químicas ou aos mísseis necessários para usá-las em um ataque, enquanto outros líderes opositores acusaram os soldados sírios de lançar "foguetes químicos" contra civis e forças da oposição.

*Com AP e BBC

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