Acordo com governo sírio foi alcançado após visita de funcionários da organização na semana passada à capital

As Nações Unidas (ONU) anunciaram nesta quarta-feira que especialistas da organização viajarão à Síria assim que possível para investigar três supóstos ataques com armas químicas. De acordo com a entidade, Damasco permitirá que os inspetores visitem três locais onde armamento não convencional foi supostamente usado.

Comunicado: EUA confirmam uso de armas químicas por forças de Assad

Síria: 5 mil morrem por mês; Londres protegerá rebeldes de armas químicas

Homem caminha por entre corpos próximo de um rio no bairro de Bustan al-Qasr em Aleppo, Síria (29/1)
AP
Homem caminha por entre corpos próximo de um rio no bairro de Bustan al-Qasr em Aleppo, Síria (29/1)

EUA: Pentágono apresenta custos de intervenção na guerra da Síria

NYT:  Procedimentos complexos dificultam averiguação de uso de armas químicas

O porta-voz da ONU Martin Nesirky disse que o sinal verde para a investigação se seguiu à visita a Damasco na semana passada da chefe de desarmamento da ONU, Angela Kane, e do líder da equipe de investigação de armas químicas, Ake Sellstrom, e ao "entendimento alcançado com o governo da Síria".

Cenário: Posição neutra torna Crescente Vermelho alvo dos dois lados do conflito

Nesirky disse que os especialistas visitarão Khan Al-Assal, nos arredores de Aleppo, que esteve sob ataque das forças do governo nesta quarta-feira depois de sua captura por rebeldes no dia 22. O governo e os rebeldes culpam um ao outro por um suposto ataque químico em 19 de março nessa vila ao norte do país, que deixou ao menos 30 mortos.

Nesirky não deu quaisquer outros detalhes sobre os outros dois incidentes que serão investigados.

ONU:  Número de mortos na guerra da Síria passa de 100 mil

A Síria está mergulhada em uma sangrenta guerra civil de mais de dois anos, durante a qual mais de 100 mil foram mortos e milhões foram desalojados ou se tornaram refugiados em outros países, incluindo o Brasil , de acordo com a ONU.

Refugiados sírios no Brasil:
Família síria paga US$ 10 mil para acelerar fuga de menino ao Brasil
No Brasil, refugiado sonha em voltar para Síria e 'começar do negativo'
Refugiado no Brasil teve unhas arrancadas em sessões de tortura na Síria

Em meio aos confrontos, houve várias alegações de que armas químicas foram usadas. Em junho, a Casa Branca disse que as forças do presidente Bashar al-Assad cruzaram a " linha vermelha " ao usar armamento não convencional , incluindo o gás sarin, contra as forças rebeldes. Isso fez o governo americano começar a f ornecer apoio militar aos combatentes da oposição , apesar de sua relutância prévia em adotar a medida.

Veja imagens do conflito sírio desde o início deste ano:

Autoridades: Obama autoriza envio de ajuda militar a rebeldes sírios

O governo Sírio, enquanto isso, alegou que os rebeldes sírios também usaram armas químicas. Mas funcionários da oposição dizem que os rebeldes não têm acesso às armas químicas ou aos mísseis necessários para usá-las em um ataque, enquanto outros líderes opositores acusaram os soldados sírios de lançar "foguetes químicos" contra civis e forças da oposição.

*Com AP e BBC

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.