Catherine Ashton afirmou que Mohammed Morsi, detido em local desconhecido, possui acesso a jornais e TV

A chanceler da União Europeia (UE) disse nesta terça-feira (30) que o presidente deposto do Egito Mohammed Morsi está "bem" e que os dois tiveram uma discussão "aberta e muito franca" sobre a crise política no país e a necessidade de seguir em frente.

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Em foto tirada em 19 de junho, Catherine Ashton se reúne com o então presidente egípcio Mohammed Morsi
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O encontro de duas horas de Catherine Ashton com Morsi na noite de segunda-feira (29) foi o primeiro contato que o líder deposto islamita teve com o mundo externo desde que o Exército o tirou do poder em 3 de julho . Ele está incomunicável e em local desconhecido desde a deposição.

Conversando com repórteres na terça-feira, Ashton disse que Morsi "possui acesso à informação, em termos de TV e jornais, então fomos capazes de falar sobre a situação, e fomos capazes de falar sobre a necessidade de seguir em frente". Ela se recusou a fornecer mais detalhes sobre a conversa.

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Catherine disse que conseguiu ver o complexo onde ele está mantido preso, mas afirmou não saber sua localização. "Eu mandei a ele pensamentos positivos do povo daqui, e ele me pediu para que retransmitisse os pensamentos positivos, e claro, tentei garantir que sua família saiba que ele está bem", disse.

A alta representante da UE está no Egito em sua segunda visita esse mês para encontrar uma saída para a cada vez mais sangrenta e complexa crise do Egito, buscando compromissos em conversas com o governo apoiado pelo Exército e aliados do presidente deposto.

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Ela teve encontros com a liderança interina do Egito, incluindo o chefe do Exército, general Abdel-Fattah el-Sissi, bem como representantes da Irmandade Muçulmana , que apoia Morsi, e líderes do movimento Tamarod , jovens que deram início ao movimento contra o líder islamita.

Catherine afirmou que durante seus diálogos com todos os lados do conflito no Egito, ela deixou claro que "não há lugar para a violência e que o importante é a manifestação pacífica". "Não estou aqui para pedir que as pessoas façam coisas", acrescentou. "Estou aqui para tentar descobrir qual seria um terreno comum, quais medidas para construir confiança poderiam ser tomadas para ajudar todo mundo a seguir em frente."

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Não houve sinais imediatos que qualquer um dos lados do conflito estivesse disposto a atender seus apelos. A Irmandade se recusou a trabalhar com os novos líderes e convocou novos protestos para esta terça-feira. O governo também não fez nenhum gesto no sentido da conciliação.

Com AP

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