Bahrain impõe penas mais duras a "terroristas" antes de protestos anti-governo

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Rei Hamad ordenou às autoridades que coloquem as recomendações em prática o mais breve possível

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O Bahrain ordenou neste domingo (28) penas mais duras para o que chamou de "atos terroristas" antes dos protestos anti-governo planejados para acontecer no próximo mês.

Legisladores do país concordaram em sessão extraordinária no domingo com as propostas, incluindo apreender aqueles que cometem ou aclamam por "crimes de terrorismo", prevenindo a ocorrência de qualquer ato na capital Manama, segundo a agência estatal de notícias BNA.

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Inspirados pra protestos que derrubaram líderes do Egito e da Tunísia, moradores do Bahrain tomaram as ruas em 2011

O rei Hamad ordenou às autoridades que coloquem as recomendações em prática o mais breve possível "através dos canais constitucionais e legais disponíveis".

Aliado dos EUA, o Bahrain foi abalado por protestos em 2011, organizados por muçulmanos xiitas do país que pedem mais liberdades no reino governado pela minoria sunita da família al-Khalifa. O governo, apoiado pela Arábia Saudita, rapidamente conseguiu cessar os protestos, mas ainda há conflitos quase diários entre as forças de segurança e manifestantes.

Os confrontos se intensificaram nas últimas semanas, culminando com ataques à casa de um deputado do Bahrain e em uma mesquita perto de onde muitos membros da família real vivem.

Inspirado pelo "Tamarrod" (Rebel!) - os protestos no Egito que levaram à derrubada do presidente islamista Mohamed Mursi mais cedo este mês - um protesto contra o governo está sendo organizado para o dia 14 de agosto no país.

As recomendações anunciadas neste domingo preveem um "endurecimento das penas de todos os crimes violentos e terroristas em todas as suas formas" em geral, mas sem detalhamentos.

Os legisladores também propuseram dar às forças de segurança a autoridade para "proteger as pessoas contra atos de terrorismo", e disse que os grupos políticos que "incitarem e apoiarem os atos de violência e terrorismo" devem enfrentar medidas legais não especificadas.

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