Ataque no Cairo deixa ao menos 72 mortos

Por Reuters |

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Irmandade Muçulmana diz que continuará nas ruas do Cairo apesar das matanças das forças de segurança

Reuters

AP
Homem é ferido durante confronto no Egito

Milhares de partidários da Irmandade Muçulmana, no Egito, se mantiveram firmes neste domingo (28) no Cairo, dizendo que não deixarão as ruas, apesar dos "massacres" das forças de segurança, que mataram dezenas deles a tiros.

O serviço de ambulâncias do Egito informou que 72 pessoas foram mortas em meio à violência no sábado, durante uma vigília de partidários do presidente deposto Mohamed Mursi, fato que provoca preocupação mundial quanto ao risco de o mais populoso país do mundo árabe mergulhar na desordem.

A Irmandade, grupo de Mursi, venceu várias eleições seguidas depois da derrubada do presidente autocrata Hosni Mubarak, em 2011, e promete não deixar as ruas enquanto Mursi não for reconduzido ao poder.

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Seus seguidores acusam os militares de reverterem o movimento de revolta que conduziu o Egito à democracia. "Eles não ficarão satisfeitos enquanto não trazerem de volta tudo que era típico da era do Estado da segurança e inteligência criminosas e corruptas", disse o alto dirigente da Irmandade Essam el-Erian, no Facebook. "Eles intensificaram os seus esforços para isso ao cometer massacres nunca vistos antes na história egípcia", completa.

Forças de segurança do Egito fazem guarda em frente da Universidade Islâmica Al-Azhar no Cairo (30/10). Foto: APForças de segurança do Egito e civis seguram um partidário do presidente deposto Mohammed Morsi perto da Praça Ramsis, no Cairo (7/10). Foto: APConfrontos entre apoiadores e opositores do presidente deposto do Egito, Mohamed Mursi, deixam mortos e feridos (6/10). Foto: Amr Abdallah Dalsh/ReutersPartidários do presidente egípcio deposto Mohammed Morsi gritaram palavras de ordem contra o ministro da Defesa do país durante marcha (4/10). Foto: APForças de segurança do Egito protegem o corpo do General Nabil Farrag morto por militantes que abriram fogo em Kerdasa  (19/9). Foto: APPartidários do presidente egípcio deposto Mohammed Morsi protestam em Nasr City, no Cairo (13/9). Foto: APExército do Egito ataca militantes islâmicos no norte do Sinai (7/9). Foto: APPessoas observam carro queimando momentos depois que um atentado à bomba atingiu o comboio do ministro do Interior do Egito, Mohammed Ibrahim (5/9). Foto: APPartidários do presidente deposto Mohammed Morsi cobram para se proteger de gás lacrimogêneo lançado por polícia no Cairo, Egito (30/8). Foto: APManifestantes que apoiam o líder deposto Mohammed Morsi ajudam ferido perto de Praça Ramsés, no Cairo (16/8). Foto: ReutersPartidário de Mohammed Morsi se desespera enquanto amigo que foi ferido pelas forças de segurança recebe tratamento em mesquita no Cairo, Egito (16/8). Foto: NYTEgípcios velam corpos de seus parentes mortos em massacre de quarta-feira na mesquita Al-Fath, no Cairo (16/8). Foto: APCivil carregando uma arma observa movimento da rua no bairro de Zamalek no Cairo, Egito (16/8). Foto: APPartidários de Mohammed Morsi gritam palavras de ordem contra Exército durante confrontos no bairro de Mohandessin, no Egito (14/8). Foto: APForças de segurança do Egito prende manifestantes durante remoção de acampamento de partidários do islamita Mohammed Morsi em Nasr City, Cairo (14/8). Foto: APHomem é ferido durante confronto no Egito (27/7). Foto: APPartidários do chefe do Exército egípcio, general Abdel-Fatah el-Sissi, se manifestam em ponte que leva à Praça Tahrir, no Cairo (26/7). Foto: APHomem de joelhos agita bandeiras do Egito  em uma ponte que leva à Praça Tahrir, no Cairo (26/7). Foto: APOpositores do presidente deposto Mohammed Morsi carregam amigo ferigo em confrontos com partidários de Morsi no Cairo (23/7). Foto: APOponentes do presidente deposto Mohammed Morsi queimam pôsteres com sua foto durante confrontos no Cairo, Egito (22/03). Foto: APEgípcio com uma pistola e opositores do presidente Mohammed Morsi detêm um suposto partidário de Morsi que foi ferido em confrontos no Cairo (22/7). Foto: APPartidários do presidente deposto do Egito Mohammed Morsi jogam pedras em opositores de Morsi durante confrontos em uma ponte no centro do Cairo (15/7). Foto: APMembros da Irmandade Muçulmana protestam com máscaras de Morsi no Cairo, no Egito (13/7) . Foto: ReutersPartidária de Mohammed Morsi coloca faixa na cabeça (12/7). Foto: APPartidários do presidente deposto Mohammed Morsi rezam depois da quebra do jejum durante o mês sagrado do Ramadã em Nasr City, Cairo, Egito (12/7). Foto: APPartidários do presidente deposto do Egito Mohammed Morsi seguram seus cartazes em protesto perto da Universidade do Cairo, no Egito (12/7). Foto: APVoluntários usando coletes amarelos protegem mulheres na praça Tahrir (8/7). Foto: APEgípcio chora do lado de fora de necrotério depois de carregar o corpo de seu irmão morto perto da Guarda Republicana no Cairo (8/7). 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Embora o Cairo estivesse tranquilo neste domingo, confrontos violentos agitaram a cidade de Port Said, na região do Canal de Suez. Um garoto de 17 anos foi morto em um enfrentamento entre os grupos pró e contra Mursi e outras 29 pessoas ficaram feridas, segundo fontes do setor de segurança.

A violência polariza profundamente o Egito, de um modo que sua elite secular e liberal mostra pouca simpatia pela Irmandade e poucas reservas quanto ao retorno dos militares, que governaram o país por 60 anos até o levante de 2011.

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