ONU e Síria dizem que reunião sobre armas químicas foi "produtiva"

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Não há informações se investigador da ONU pode buscar informações sobre uso de arma química na guerra civil

Reuters

A Organização das Nações Unidas e a Síria afirmaram neste sábado que as negociações entre Damasco e o investigador de armas químicas da ONU foram "produtivas", mas não disseram se a equipe poderá buscar informações sobre se tais armas foram usadas na guerra civil do país.

Leia também: Número de mortos na guerra da Síria ultrapassa 100 mil, diz ONU

New York Times
Hamza, voluntário no Crescente Vermelho da Síria, é visto em local de explosão em Damasco, Síria (07/04)

A equipe de Ake Sellstrom não teve permissão de acesso à Síria, devido a uma disputa diplomática. A missão desta semana era para preparar as condições para uma investigação.

Sellstrom se encontrou com o ministro das Relações Exteriores sírio, Walid al-Moualem, e, em um comunicado conjunto, disse que "as discussões foram completas e produtivas, e levaram a um acordo sobre o futuro". A nota não disse se o acordo incluía a concessão de acesso à equipe de Sellstrom.

Até agora, Damasco se recusou a deixar que os investigadores da ONU fossem a qualquer local exceto Khan al-Assal, na província de Aleppo, onde o governo do presidente Bashar al-Assad e a aliada Rússia dizem que rebeldes utilizaram armas químicas em março.

Os Estados Unidos disseram no mês passado que têm provas de que o governo sírio usou armas químicas contra combatentes que tentam derrubar Assad.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, tem insistido para que a equipe tenha permissão para visitar pelo menos uma localidade, a cidade de Homs, onde teria ocorrido um ataque químico das forças do governo em dezembro de 2012.

Ambos os lados negam o uso de armas químicas. Segundo a ONU, a guerra já causou a morte de 100 mil pessoas.

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