EUA atrasam entrega de jatos F-16 ao Egito após deposição de islamita Morsi

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Medida aprovada por Obama é a 1ª ação direta após queda no dia 3. EUA ainda revisam auxílio militar geral ao país

Os EUA estão atrasando a entrega de quatro caças de combate F-16 ao Egito após a deposição do presidente islamita Mohammed Morsi, mas ainda não decidiu se suspenderá o auxílio militar mais amplamente, disse o Pentágono nesta quarta-feira.

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AP
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O assessor de imprensa do Pentágono, George Little, disse que o presidente Barack Obama tomou a decisão de segurar a entrega dos F-16 enquanto seu governo continua a rever as opções e consultar o Congresso sobre a assistência militar em geral.

Os quatro caças seriam entregues sob uma venda previamente arranjada de 20. Oito deles foram entregues em janeiro. Depois dos quatro originalmente previstos para ser fornecidos neste mês, os oito últimos seriam enviados no fim deste ano.

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O atraso foi a primeira ação direta dos EUA desde que o Exército egípcio depôs Morsi e instalou um novo governo civil no lugar. Sob a lei americana, o auxílio militar a país que passou por um golpe deve ser suspenso. Mas o governo Obama diz que ainda tenta determinar se o que aconteceu há três semanas foi um golpe militar. O Egito é um aliado-chave no Oriente Médio, e a administração americana reluta em cortar o pacote de auxílio de US$ 1,3 bilhão que envia ao Cairo anualmente.

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Little disse que o ministro da Defesa ameriano, Chuck Hagel, telefonou para o chefe do Exército egípcio, general Abdel-Fattah el-Sissi, nesta quarta para discutir a decisão de Washington.

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"Permanecemos comprometidos com a relação de defesa entre Egito e EUA já que ela ainda é uma fundamento de nossa parceria estratégica mais ampla com o Egito e serve como um pilar para a estabilidade regional", disse Little.

"Tudo o que fazemos e dizemos continuará a ser centrado em fazer com que o Egito retorne a um governo democraticamente eleito assim que possível", acrescentou.

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Forças de segurança do Egito fazem guarda em frente da Universidade Islâmica Al-Azhar no Cairo (30/10). Foto: APForças de segurança do Egito e civis seguram um partidário do presidente deposto Mohammed Morsi perto da Praça Ramsis, no Cairo (7/10). Foto: APConfrontos entre apoiadores e opositores do presidente deposto do Egito, Mohamed Mursi, deixam mortos e feridos (6/10). Foto: Amr Abdallah Dalsh/ReutersPartidários do presidente egípcio deposto Mohammed Morsi gritaram palavras de ordem contra o ministro da Defesa do país durante marcha (4/10). Foto: APForças de segurança do Egito protegem o corpo do General Nabil Farrag morto por militantes que abriram fogo em Kerdasa  (19/9). Foto: APPartidários do presidente egípcio deposto Mohammed Morsi protestam em Nasr City, no Cairo (13/9). Foto: APExército do Egito ataca militantes islâmicos no norte do Sinai (7/9). Foto: APPessoas observam carro queimando momentos depois que um atentado à bomba atingiu o comboio do ministro do Interior do Egito, Mohammed Ibrahim (5/9). Foto: APPartidários do presidente deposto Mohammed Morsi cobram para se proteger de gás lacrimogêneo lançado por polícia no Cairo, Egito (30/8). Foto: APManifestantes que apoiam o líder deposto Mohammed Morsi ajudam ferido perto de Praça Ramsés, no Cairo (16/8). Foto: ReutersPartidário de Mohammed Morsi se desespera enquanto amigo que foi ferido pelas forças de segurança recebe tratamento em mesquita no Cairo, Egito (16/8). Foto: NYTEgípcios velam corpos de seus parentes mortos em massacre de quarta-feira na mesquita Al-Fath, no Cairo (16/8). Foto: APCivil carregando uma arma observa movimento da rua no bairro de Zamalek no Cairo, Egito (16/8). Foto: APPartidários de Mohammed Morsi gritam palavras de ordem contra Exército durante confrontos no bairro de Mohandessin, no Egito (14/8). Foto: APForças de segurança do Egito prende manifestantes durante remoção de acampamento de partidários do islamita Mohammed Morsi em Nasr City, Cairo (14/8). Foto: APHomem é ferido durante confronto no Egito (27/7). Foto: APPartidários do chefe do Exército egípcio, general Abdel-Fatah el-Sissi, se manifestam em ponte que leva à Praça Tahrir, no Cairo (26/7). Foto: APHomem de joelhos agita bandeiras do Egito  em uma ponte que leva à Praça Tahrir, no Cairo (26/7). Foto: APOpositores do presidente deposto Mohammed Morsi carregam amigo ferigo em confrontos com partidários de Morsi no Cairo (23/7). Foto: APOponentes do presidente deposto Mohammed Morsi queimam pôsteres com sua foto durante confrontos no Cairo, Egito (22/03). Foto: APEgípcio com uma pistola e opositores do presidente Mohammed Morsi detêm um suposto partidário de Morsi que foi ferido em confrontos no Cairo (22/7). Foto: APPartidários do presidente deposto do Egito Mohammed Morsi jogam pedras em opositores de Morsi durante confrontos em uma ponte no centro do Cairo (15/7). Foto: APMembros da Irmandade Muçulmana protestam com máscaras de Morsi no Cairo, no Egito (13/7) . Foto: ReutersPartidária de Mohammed Morsi coloca faixa na cabeça (12/7). Foto: APPartidários do presidente deposto Mohammed Morsi rezam depois da quebra do jejum durante o mês sagrado do Ramadã em Nasr City, Cairo, Egito (12/7). Foto: APPartidários do presidente deposto do Egito Mohammed Morsi seguram seus cartazes em protesto perto da Universidade do Cairo, no Egito (12/7). Foto: APVoluntários usando coletes amarelos protegem mulheres na praça Tahrir (8/7). Foto: APEgípcio chora do lado de fora de necrotério depois de carregar o corpo de seu irmão morto perto da Guarda Republicana no Cairo (8/7). Foto: APHomem mostra camiseta ensanguentada de partidário do presidente deposto Mohammed Morsi do lado de fora de hospital no Cairo (8/7). Foto: APMédico egípcio partidário de presidente deposto Mohammed Morsi é visto em hospital em Nassr City, Cairo (8/7). Foto: APCorpo de partidário de presidente deposto Mohammed Morsi é visto em ambulância no Cairo, Egito (8/7). Foto: APHomem chora em hospital improvisado depois de soldados e policiais abrirem fogo contra partidários de líder deposto Morsi (8/7). Foto: APOponentes do presidente deposto Mohammed Morsi se manifestam na Praça Tahir, no Cairo, Egito (7/7). Foto: APOponentes de Mohammed Morsi se reunem na Praça Tahir, no Cairo, no domingo (7/7). Foto: APEgípcias choram durante enterro de oponentes do presidente deposto Mohammed Morsi, que foram mortos durante confrontos no Cairo (6/7). Foto: APPartidária do presidente deposto Mohammed Morsi segura no Cairo retrato em que se leem: 'legitimidade é uma linha vermelha' e 'saia Sissi, Morsi é meu presidente' (6/7). Foto: APManifestantes contrários ao presidente deposto Mohammed Morsi arremessam pedras durante confrontos com membros da Irmandade e partidários de Morsi no Cairo (5/7). Foto: ReutersPartidários e oponentes do presidente deposto Mohammed Morsi entram em confronto na ponte 6 de Outubro, perto de Maspero, Cairo (5/7). Foto: APManifestantes islâmicos, um deles com o retrato do presidente deposto Mohammed Morsi, mostram mãos sujas de sangue após disparos do Exército no Cairo (5/7). Foto: APManifestantes que apoiam o presidente deposto Mohammed Morsi correm em meio ao gás lacrimogêneo lançado pelas forças de segurança no Cairo (4/7). Foto: ReutersPartidários do presidente deposto Mohammed Morsi participam de manifestação perto da Universidade do Cairo, Egito (4/7). Foto: APPartidária segura pôster do presidente deposto Mohammed Morsi no qual se lê 'Sissi traidor', em referência ao chefe do Exército, em marcha em Nasser (4/7). Foto: APPartidários do presidente deposto Mohammed Morsi gritam perto da praça da mesquita de Raba El-Adwyia, no Cairo (4/7). Foto: ReutersMembros da Irmandade Muçulmana e partidários de presidente deposto Mohammed Morsi protestam durante cerimônia de posse de líder interino no Cairo (4/7). Foto: Reuters

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Segundo o porta-voz, o Pentágono decidiu prosseguir como planejado com um exercício militar conjunto chamado de Estrela Brilhante, que é uma peça central das relações militares dos dois países há décadas. O Estrela Brilhante é realizado um ano sim outro não, mas as manobras de 2011 foram canceladas depois da revolta popular que depôs o presidente Hosni Mubarak em fevereiro. O planejamento para a versão deste ano começou em 2012.

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Little informou que não há nenhum cronograma para manter a entrega dos quatro caças sob uma venda previamente acertada ao Egito, e ele não especificou as razões para atrasá-la.

"Considerando a situação geral no Egito agora, avaliamos que seria prudente tomar essa decisão", disse, acrescentando que a decisão final foi do presidente Obama.

*Com AP

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