Incidente sinalizou o retorno a relações menos cordiais entre os dois poderes do Oriente Médio, depois de uma tentativa de reaproximação

Reuters

As forças de segurança egípcias invadiram o escritório do canal de TV por satélite iraniano Al Alam, no Cairo, e prenderam seu diretor, reportou o canal neste sábado.

"As forças de segurança também confiscaram equipamentos e dispositivos do canal, sem dar nenhuma explicação para essas ações", disse Al Alam em seu site.

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Uma fonte da segurança confirmou a versão do Al Alam e disse que a invasão foi conduzida porque o canal não tinha uma licença. O incidente sinalizou o retorno a relações menos cordiais entre os dois poderes do Oriente Médio, depois de uma tentativa de reaproximação sob o comando do presidente egípcio deposto Mohamed Mursi.

Partidários do presidente deposto do Egito Mohammed Morsi jogam pedras em opositores de Morsi durante confrontos em uma ponte no centro do Cairo (15/7)
AP
Partidários do presidente deposto do Egito Mohammed Morsi jogam pedras em opositores de Morsi durante confrontos em uma ponte no centro do Cairo (15/7)


Na última terça feira, o presidente interino do Egito, Adly Mansour , empossou um novo gabinete, o primeiro desde a queda do presidente islamita Mohammed Morsipelo Exército há quase duas semanas. A cerimônia foi feita depois de mais uma noite de violência entre forças de segurança e partidários de Morsi, que deixou sete mortos e 400 presos.

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O novo governo é liderado pelo primeiro-ministro Hazem el-Beblawi , um economista, e caracteriza a promoção do ministro da Defesa egípcio, o general Abdel-Fattah el-Sissi, que depôs Morsi no dia 3, ao cargo de vice-primeiro-ministro. Sissi também mantém a pasta da Defesa. Segundo analistas, o novo cargo deve elevar a influência dos militares sobre as decisões políticas.

O ministro do Interior indicado por Morsi, Mohammed Ibrahim, continua no cargo, encarregado da polícia. Nabil Fahmy, que foi embaixador do Egito nos EUA entre 1999 e 2008, tornou-se ministro de Relações Exteriores.


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