Na Síria, 5 mil morrem por mês; Reino Unido protegerá rebeldes de armas químicas

Por iG São Paulo |

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Segundo autoridades da ONU, escalada de fluxo de refugiados é a pior desde o genocídio de Ruanda, em 1994

Autoridades da ONU disseram nesta terça-feira que aproximadamente 5 mil pessoas morrem por mês na Síria, com o deslocamento de refugiados sendo o pior desde o genocídio de Ruanda, em 1994.

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O vice-chefe de Direitos Humanos Ivan Simonovic disse ao Conselho de Segurança da ONU nesta terça que "os níveis extremamente altos de assassinatos demonstram a deterioração drástica desse conflito".

O chefe de Refugiados da ONU, Antonio Guterres, afirmou que dois terços dos quase 1,8 milhão de refugiados sírios conhecidos pela agência fugiram desde o início de 2013, uma média de quase 6 mil diariamente.

"Não víamos um fluxo de refugiados escalar em um nível tão assustador desde o genocídio de Ruanda, há quase 20 anos", disse.

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A chefe de Questões Humanitárias da ONU, Valerie Amos, acusou o governo e a oposição de "sistemática e, em muitos casos, deliberadamente" fracassar em sua obrigação de proteger os civis.

Ajuda aos rebeldes

O Reino Unido dará aos rebeldes sírios equipamentos para se protegerem de armas químicas e biológicas como "uma questão de urgência especial", alegando que a ajuda pode garantir a sobrevivência no caso de um ataque com gás sarin.

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Em uma declaração por escrito ao Parlamento nesta terça-feira, o ministro das Relações Exteriores, William Hague, disse que o Reino Unido entregará à Coalizão Nacional Síria cerca de US$ 1 milhão no valor de 5 mil capas de fuga, comprimidos de pré-tratamento contra agentes nervosos e papel detector de armas químicas. 

"Há evidências de ataques com armas químicas na Síria - incluindo sarin", disse. "Acreditamos que o uso de armas químicas é sancionada e ordenada pelo regime Assad."

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O Reino Unido tem dito repetidamente que acredita que as forças leais ao presidente Bashar al-Assad fizeram uso limitado de armas químicas, algo que o governo sírio nega.

Acredita-se que a Síria tenha grandes estoques do gás neurológico sarin que as potências ocidentais, incluindo os EUA e o Reino Unido, acreditam que foram usados para envenenar os rebeldes em áreas urbanas.

O governo sírio nega a acusação, alegando que foram os opositores que fizeram uso de armamento não convencional contra as forças leais ao regime. Capas e drogas podem ser usadas como paliativos de curto prazo para escapar ou tratar o envenenamento por sarin.

*Com Reuters e AP

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