Confrontos nas ruas da capital do Egito deixam sete mortos

Por iG São Paulo |

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Partidários do presidente deposto no país seguem determinados a resistir contra nova ordem política

Confrontos durante a noite entre policiais e partidários do presidente deposto do Egito deixaram ao menos sete mortos, segundo disseram autoridades nesta terça-feira (16), na mais recente erupção de violência nas ruas do país desde que os militares derrubaram Mohammed Morsi há duas semanas.

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AP
Partidários do presidente deposto do Egito Mohammed Morsi jogam pedras em opositores de Morsi durante confrontos em uma ponte no centro do Cairo (15/7)


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O derramamento de sangue, que aconteceu uma semana depois que as tropas do Exército e policiais mataram mais de 50 partidários de Morsi, deixa clara a determinação dos partidários do líder islamita a resistir contra a nova ordem política e manter a pressão sobre os militares e o governo interino para que ofereçam concessões.

Khaled el-Khateeb, chefe do departamento de tratamento intensivo e emergencial do Ministéro de Saúde, dissse que outras 261 vítimas ficaram feridas nos confrontos registrados na noite de segunda-feira (15) e que continuaram até as primeiras horas de terça-feira em quatro diferentes pontos do Cairo.

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A agência de notícias egípcia disse que 17 policiais ficaram feridos na violência e 401 manifestantes foram presos em relação aos confrontos.

Não houve uma explicação oficial sobre como os sete manifestantes morreram, mas autoridades de segurança disseram, em condição de anonimato, que quatro deles foram mortos em confrontos entre partidários de Morsi, que se manifestavam em frente ao principal campus da Universidade do Cairo, e residentes da região.

Os episódios de violência foram registrados depois do pôr-do-sol durante os protestos em massa conduzidos por partidários de Morsi que pediam que o líder deposto fosse reinstaurado. O protesto ficou violento à medida que a polícia disparava gás lacrimogêneo contra os manifestantes que queimavam pneus, jogavam pedras e bloqueavam o tráfego em uma avenida principal da capital.

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A Irmandade Muçulmana, o grupo islamita que apoia Morsi, disse que a polícia usou munição.

Os partidários do presidente rejeitam o que consideram ter sido um golpe militar que derrubou o primeiro presidente eleito democraticamente no país. Milhares deles estão acampados em dois diferentes locais no Cairo, um do lado de fora do principal campus da Universidade do Cairo e outro perto de uma mesquita em um bairro ao leste do Cairo, um reduto da Irmandade Muçulmana.

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O Exército depôs Morsi após dias de protestos em massa pedindo a queda do líder islamita alegando que ele não resolveu nenhum dos problemas que pressionam o país, incluindo a falta de segurança e a difícil situação econômica. Seus opositores também o acusam de ter concentrado muito poder em suas próprias mãos.

Morsi e a Irmandade insistem que aliados do líder autocrático Hosni Mubarak, deposto após uma revolta no Egito em 2011, trabalharam incessantemente para prejudicar o governo de Morsi.

Forças de segurança do Egito fazem guarda em frente da Universidade Islâmica Al-Azhar no Cairo (30/10). Foto: APForças de segurança do Egito e civis seguram um partidário do presidente deposto Mohammed Morsi perto da Praça Ramsis, no Cairo (7/10). Foto: APConfrontos entre apoiadores e opositores do presidente deposto do Egito, Mohamed Mursi, deixam mortos e feridos (6/10). Foto: Amr Abdallah Dalsh/ReutersPartidários do presidente egípcio deposto Mohammed Morsi gritaram palavras de ordem contra o ministro da Defesa do país durante marcha (4/10). Foto: APForças de segurança do Egito protegem o corpo do General Nabil Farrag morto por militantes que abriram fogo em Kerdasa  (19/9). Foto: APPartidários do presidente egípcio deposto Mohammed Morsi protestam em Nasr City, no Cairo (13/9). Foto: APExército do Egito ataca militantes islâmicos no norte do Sinai (7/9). Foto: APPessoas observam carro queimando momentos depois que um atentado à bomba atingiu o comboio do ministro do Interior do Egito, Mohammed Ibrahim (5/9). Foto: APPartidários do presidente deposto Mohammed Morsi cobram para se proteger de gás lacrimogêneo lançado por polícia no Cairo, Egito (30/8). Foto: APManifestantes que apoiam o líder deposto Mohammed Morsi ajudam ferido perto de Praça Ramsés, no Cairo (16/8). Foto: ReutersPartidário de Mohammed Morsi se desespera enquanto amigo que foi ferido pelas forças de segurança recebe tratamento em mesquita no Cairo, Egito (16/8). Foto: NYTEgípcios velam corpos de seus parentes mortos em massacre de quarta-feira na mesquita Al-Fath, no Cairo (16/8). Foto: APCivil carregando uma arma observa movimento da rua no bairro de Zamalek no Cairo, Egito (16/8). Foto: APPartidários de Mohammed Morsi gritam palavras de ordem contra Exército durante confrontos no bairro de Mohandessin, no Egito (14/8). Foto: APForças de segurança do Egito prende manifestantes durante remoção de acampamento de partidários do islamita Mohammed Morsi em Nasr City, Cairo (14/8). Foto: APHomem é ferido durante confronto no Egito (27/7). Foto: APPartidários do chefe do Exército egípcio, general Abdel-Fatah el-Sissi, se manifestam em ponte que leva à Praça Tahrir, no Cairo (26/7). Foto: APHomem de joelhos agita bandeiras do Egito  em uma ponte que leva à Praça Tahrir, no Cairo (26/7). Foto: APOpositores do presidente deposto Mohammed Morsi carregam amigo ferigo em confrontos com partidários de Morsi no Cairo (23/7). Foto: APOponentes do presidente deposto Mohammed Morsi queimam pôsteres com sua foto durante confrontos no Cairo, Egito (22/03). Foto: APEgípcio com uma pistola e opositores do presidente Mohammed Morsi detêm um suposto partidário de Morsi que foi ferido em confrontos no Cairo (22/7). Foto: APPartidários do presidente deposto do Egito Mohammed Morsi jogam pedras em opositores de Morsi durante confrontos em uma ponte no centro do Cairo (15/7). Foto: APMembros da Irmandade Muçulmana protestam com máscaras de Morsi no Cairo, no Egito (13/7) . Foto: ReutersPartidária de Mohammed Morsi coloca faixa na cabeça (12/7). Foto: APPartidários do presidente deposto Mohammed Morsi rezam depois da quebra do jejum durante o mês sagrado do Ramadã em Nasr City, Cairo, Egito (12/7). Foto: APPartidários do presidente deposto do Egito Mohammed Morsi seguram seus cartazes em protesto perto da Universidade do Cairo, no Egito (12/7). Foto: APVoluntários usando coletes amarelos protegem mulheres na praça Tahrir (8/7). Foto: APEgípcio chora do lado de fora de necrotério depois de carregar o corpo de seu irmão morto perto da Guarda Republicana no Cairo (8/7). Foto: APHomem mostra camiseta ensanguentada de partidário do presidente deposto Mohammed Morsi do lado de fora de hospital no Cairo (8/7). Foto: APMédico egípcio partidário de presidente deposto Mohammed Morsi é visto em hospital em Nassr City, Cairo (8/7). Foto: APCorpo de partidário de presidente deposto Mohammed Morsi é visto em ambulância no Cairo, Egito (8/7). Foto: APHomem chora em hospital improvisado depois de soldados e policiais abrirem fogo contra partidários de líder deposto Morsi (8/7). Foto: APOponentes do presidente deposto Mohammed Morsi se manifestam na Praça Tahir, no Cairo, Egito (7/7). Foto: APOponentes de Mohammed Morsi se reunem na Praça Tahir, no Cairo, no domingo (7/7). Foto: APEgípcias choram durante enterro de oponentes do presidente deposto Mohammed Morsi, que foram mortos durante confrontos no Cairo (6/7). Foto: APPartidária do presidente deposto Mohammed Morsi segura no Cairo retrato em que se leem: 'legitimidade é uma linha vermelha' e 'saia Sissi, Morsi é meu presidente' (6/7). Foto: APManifestantes contrários ao presidente deposto Mohammed Morsi arremessam pedras durante confrontos com membros da Irmandade e partidários de Morsi no Cairo (5/7). Foto: ReutersPartidários e oponentes do presidente deposto Mohammed Morsi entram em confronto na ponte 6 de Outubro, perto de Maspero, Cairo (5/7). Foto: APManifestantes islâmicos, um deles com o retrato do presidente deposto Mohammed Morsi, mostram mãos sujas de sangue após disparos do Exército no Cairo (5/7). Foto: APManifestantes que apoiam o presidente deposto Mohammed Morsi correm em meio ao gás lacrimogêneo lançado pelas forças de segurança no Cairo (4/7). Foto: ReutersPartidários do presidente deposto Mohammed Morsi participam de manifestação perto da Universidade do Cairo, Egito (4/7). Foto: APPartidária segura pôster do presidente deposto Mohammed Morsi no qual se lê 'Sissi traidor', em referência ao chefe do Exército, em marcha em Nasser (4/7). Foto: APPartidários do presidente deposto Mohammed Morsi gritam perto da praça da mesquita de Raba El-Adwyia, no Cairo (4/7). Foto: ReutersMembros da Irmandade Muçulmana e partidários de presidente deposto Mohammed Morsi protestam durante cerimônia de posse de líder interino no Cairo (4/7). Foto: Reuters

Assim que a queda de Morsi foi configurada, o governo apoiado pelo Exército se voltou contra a Irmandade Muçulmana, prendendo seus principais líderes sobre acusações que incluíam incitar violência e matar manifestantes. Autoridades expediram mandados de prisão para o líder do grupo, Mohammed Badie, e ao menos outros 13 islamitas proeminentes.

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Os episódios de violência aconteceram horas depois que uma autoridade de alto escalão dos EUA concluiu uma rodada de conversas com os líderes interinos do país, na qual ele pediu por uma particiapação da Irmandade Muçulmana no processo político. O vice-secretário de Estado William Burns disse que Washington estava comprometida em ajudar o Egito a ter sucesso em sua "segunda chance" na democracia.

Com AP

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