Partidários de islamita Morsi realizam protesto nas ruas do Egito

Por iG São Paulo | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Manifestantes devem marchar até Guarda Republicana, onde dezenas foram mortos no início da semana

Milhares de partidários da Irmandade Muçulmana realizam um grande protesto nesta sexta-feira (12) em uma praça no Cairo, agitando bandeiras e segurando fotos do presidente deposto Mohammed Morsi.

Mais: Egito investiga presidente deposto por fuga da prisão durante levante

AP
Partidária de Mohammed Morsi coloca faixa na cabeça na qual lê-se: "Mohammed é o profeta de Deus" durante manifestação em Nasr City, Cairo (12/7)

Cenário: Instabilidade política e econômica faz classe média deixar o Egito

Dia 3: Exército do Egito depõe islamita Morsi e suspende Constituição

A ideia dos manifestantes, que se encontraram em frente a uma mesquita, é marchar pela capital até o distrito do governo, local onde dezenas morreram no início da semana em confronto com os militares. "Estamos preparados para ficar aqui por um mês, dois meses, um ano e até dois anos", disse o clérigo ultraconservador islâmico Safwat Hegazi aos manifestantes.

Enquanto a Irmandade Muçulmana luta para restabelecer seu antigo líder no poder, o primeiro-ministro interino Hazem El-Beblawi, indicado ao cargo após a deposição de Morsi, trabalha para formar um novo governo até segunda-feira. Segundo uma agência estatal, o premiê já completou dois terços de seus ministérios.

Saiba mais: Entenda o que é a Irmandade Muçulmana

Quinta: Egito ordena prisão de líder da Irmandade Muçulmana

Nesta sexta, o advogado Ziad Bahaa El-Din, membro do esquerdista Partido Social Democrata Egípcio, foi nomeado como vice-primeiro-ministro.

"Escolhi o dr. Bahaa El-Din como vice-primeiro-ministro e enviei a nomeação para o presidente", disse Beblawi, acrescentando participar de conversas com outros candidatos ao seu novo gabinete.

Apesar disso, a Irmandade planeja fazer com que o país se lembre nesta sexta-feira quem é seu "líder legítimo". Após as orações da tarde, os partdiários do grupo afirmaram que marcharão até o palácio presidencial e a sede da Guarda Republicana, onde Morsi estaria preso.

Na segunda-feira, 51 manifestantes foram mortos em confrontos com as forças de segurança, que abriram fogo. Muitos de seus partidários prometeram arriscar suas vidas para ver Morsi de volta ao poder.

Resistência: Irmandade rejeita cronograma de líder interino para eleições

Análise: Egito tenta evitar conflito civil após deposição de islamita Morsi

Em 3 de julho, o Exército do Egito anunciou a deposição de Morsi após protestos em massa de milhões de egípcios reivindicando a queda do presidente. A deposição abriu profundas divisões no país e dificultou a conquista da estabilidade mais de dois anos depois do levante popular contra o líder autocrático Hosni Mubarak.

Na quinta, autoridades disseram que promotores investigarão se Morsi fugiu da prisão durante o levante popular de 2011 com ajuda do grupo militante palestino Hamas.

Badie: Líder da Irmandade Muçulmana promete pôr fim a 'regime militar'

Forças de segurança do Egito fazem guarda em frente da Universidade Islâmica Al-Azhar no Cairo (30/10). Foto: APForças de segurança do Egito e civis seguram um partidário do presidente deposto Mohammed Morsi perto da Praça Ramsis, no Cairo (7/10). Foto: APConfrontos entre apoiadores e opositores do presidente deposto do Egito, Mohamed Mursi, deixam mortos e feridos (6/10). Foto: Amr Abdallah Dalsh/ReutersPartidários do presidente egípcio deposto Mohammed Morsi gritaram palavras de ordem contra o ministro da Defesa do país durante marcha (4/10). Foto: APForças de segurança do Egito protegem o corpo do General Nabil Farrag morto por militantes que abriram fogo em Kerdasa  (19/9). Foto: APPartidários do presidente egípcio deposto Mohammed Morsi protestam em Nasr City, no Cairo (13/9). Foto: APExército do Egito ataca militantes islâmicos no norte do Sinai (7/9). Foto: APPessoas observam carro queimando momentos depois que um atentado à bomba atingiu o comboio do ministro do Interior do Egito, Mohammed Ibrahim (5/9). Foto: APPartidários do presidente deposto Mohammed Morsi cobram para se proteger de gás lacrimogêneo lançado por polícia no Cairo, Egito (30/8). Foto: APManifestantes que apoiam o líder deposto Mohammed Morsi ajudam ferido perto de Praça Ramsés, no Cairo (16/8). Foto: ReutersPartidário de Mohammed Morsi se desespera enquanto amigo que foi ferido pelas forças de segurança recebe tratamento em mesquita no Cairo, Egito (16/8). Foto: NYTEgípcios velam corpos de seus parentes mortos em massacre de quarta-feira na mesquita Al-Fath, no Cairo (16/8). Foto: APCivil carregando uma arma observa movimento da rua no bairro de Zamalek no Cairo, Egito (16/8). Foto: APPartidários de Mohammed Morsi gritam palavras de ordem contra Exército durante confrontos no bairro de Mohandessin, no Egito (14/8). Foto: APForças de segurança do Egito prende manifestantes durante remoção de acampamento de partidários do islamita Mohammed Morsi em Nasr City, Cairo (14/8). Foto: APHomem é ferido durante confronto no Egito (27/7). Foto: APPartidários do chefe do Exército egípcio, general Abdel-Fatah el-Sissi, se manifestam em ponte que leva à Praça Tahrir, no Cairo (26/7). Foto: APHomem de joelhos agita bandeiras do Egito  em uma ponte que leva à Praça Tahrir, no Cairo (26/7). Foto: APOpositores do presidente deposto Mohammed Morsi carregam amigo ferigo em confrontos com partidários de Morsi no Cairo (23/7). Foto: APOponentes do presidente deposto Mohammed Morsi queimam pôsteres com sua foto durante confrontos no Cairo, Egito (22/03). Foto: APEgípcio com uma pistola e opositores do presidente Mohammed Morsi detêm um suposto partidário de Morsi que foi ferido em confrontos no Cairo (22/7). Foto: APPartidários do presidente deposto do Egito Mohammed Morsi jogam pedras em opositores de Morsi durante confrontos em uma ponte no centro do Cairo (15/7). Foto: APMembros da Irmandade Muçulmana protestam com máscaras de Morsi no Cairo, no Egito (13/7) . Foto: ReutersPartidária de Mohammed Morsi coloca faixa na cabeça (12/7). Foto: APPartidários do presidente deposto Mohammed Morsi rezam depois da quebra do jejum durante o mês sagrado do Ramadã em Nasr City, Cairo, Egito (12/7). Foto: APPartidários do presidente deposto do Egito Mohammed Morsi seguram seus cartazes em protesto perto da Universidade do Cairo, no Egito (12/7). Foto: APVoluntários usando coletes amarelos protegem mulheres na praça Tahrir (8/7). Foto: APEgípcio chora do lado de fora de necrotério depois de carregar o corpo de seu irmão morto perto da Guarda Republicana no Cairo (8/7). Foto: APHomem mostra camiseta ensanguentada de partidário do presidente deposto Mohammed Morsi do lado de fora de hospital no Cairo (8/7). Foto: APMédico egípcio partidário de presidente deposto Mohammed Morsi é visto em hospital em Nassr City, Cairo (8/7). Foto: APCorpo de partidário de presidente deposto Mohammed Morsi é visto em ambulância no Cairo, Egito (8/7). Foto: APHomem chora em hospital improvisado depois de soldados e policiais abrirem fogo contra partidários de líder deposto Morsi (8/7). Foto: APOponentes do presidente deposto Mohammed Morsi se manifestam na Praça Tahir, no Cairo, Egito (7/7). Foto: APOponentes de Mohammed Morsi se reunem na Praça Tahir, no Cairo, no domingo (7/7). Foto: APEgípcias choram durante enterro de oponentes do presidente deposto Mohammed Morsi, que foram mortos durante confrontos no Cairo (6/7). Foto: APPartidária do presidente deposto Mohammed Morsi segura no Cairo retrato em que se leem: 'legitimidade é uma linha vermelha' e 'saia Sissi, Morsi é meu presidente' (6/7). Foto: APManifestantes contrários ao presidente deposto Mohammed Morsi arremessam pedras durante confrontos com membros da Irmandade e partidários de Morsi no Cairo (5/7). Foto: ReutersPartidários e oponentes do presidente deposto Mohammed Morsi entram em confronto na ponte 6 de Outubro, perto de Maspero, Cairo (5/7). Foto: APManifestantes islâmicos, um deles com o retrato do presidente deposto Mohammed Morsi, mostram mãos sujas de sangue após disparos do Exército no Cairo (5/7). Foto: APManifestantes que apoiam o presidente deposto Mohammed Morsi correm em meio ao gás lacrimogêneo lançado pelas forças de segurança no Cairo (4/7). Foto: ReutersPartidários do presidente deposto Mohammed Morsi participam de manifestação perto da Universidade do Cairo, Egito (4/7). Foto: APPartidária segura pôster do presidente deposto Mohammed Morsi no qual se lê 'Sissi traidor', em referência ao chefe do Exército, em marcha em Nasser (4/7). Foto: APPartidários do presidente deposto Mohammed Morsi gritam perto da praça da mesquita de Raba El-Adwyia, no Cairo (4/7). Foto: ReutersMembros da Irmandade Muçulmana e partidários de presidente deposto Mohammed Morsi protestam durante cerimônia de posse de líder interino no Cairo (4/7). Foto: Reuters

A declaração surgiu um dia depois de mandados de prisão terem sido emitidos contra o líder espiritual do grupo, Mohammed Badie, e outros nove islamitas acusados de incitar a violência depois de choques fatais - as medidas mais recentes do governo apoiado pelo Exército enquanto tenta suprimir a campanha do grupo pela volta de Morsi à presidência.

Segunda: Confrontos entre Exército e partidários de Morsi matam 54

Golpe no Egito: Leia todas as notícias sobre a queda de Morsi

O primeiro-ministro da Turquia, um aliado próximo aos EUA, afirmou na quinta-feira que o golpe que retirou o presidente islamita do poder era "ilegítimo". "Cada golpe militar, independente do seu alvo, país e razão é um assassino da democracia, do povo e do futuro do país", disse Recep Tayyip Erdogan, chefe de um governo religioso islâmico e enfrentou recentes protestos seculares em seu país.

Com AP

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas