Golpe do Exército contra primeiro presidente eleito do Egito desencadeia escalada de violência e crise política

O Exército do Egito depôs na quarta-feira de 3 de julho o islamita Mohammed Morsi , que estava há apenas um ano no poder depois de ter sido eleito nas primeiras eleições livres do país . Membro da Irmandade Muçulmana, grupo islâmico que passou décadas banido da política egípcia em seus mais de 80 anos de existência, Morsi era acusado por seus opositores de tentar monopolizar o poder nas mãos dos islâmicos, de polarizar o país e de ser ineficiente em relação à crise econômica.

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Por causa desse cenário, milhões de opositores saíram às ruas desde 30 de junho para reivindicar sua renúncia. O Exército, que domina a política egípcia desde a queda da monarquia, em 1953, e sempre viu com suspeitas a Irmandade Muçulmana por ser secular, respaldou-se nas manifestações em massa para intervir. Desde então, o país enfrenta um período incerto com a escalada da violência e a crise política.


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