EUA recomendam evitar viagens ao Egito após morte de americano

Por iG São Paulo |

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Obama afirma que governo trabalha para garantir segurança da embaixada e de seus diplomatas

AP
Americano Andrew Driscoll Pochter morreu durante confrontos no Egito

O governo dos EUA emitiu neste sábado (29) um alerta para que seus cidadãos evitem viajar para o Egito. O alerta foi emitido após a morte de um estudante americano e na véspera de um grande protesto nacional de grupos opositores ao presidente do país, Mohammed Morsi.

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O líder americano Barack Obama afirmou que o país está trabalhando para garantir a segurança da sua embaixada e de seus diplomatas. O Departamento de Estado confirmou neste sábado que o estudante universitário Andrew Pochter, 21 anos, morreu enquanto fotografava confrontos entre partidários e opositores do presidente islâmico.

Obama disse que os EUA estavam em contato direto com o governo egípcio sobre a preparação da segurança no país para grandes protestos previstos para domingo. "Estamos todos olhando a situação do país com preocupação", disse Obama. "Nossa preocupação mais imediata a respeito desses protestos desse fim de semana está relacionada com a nossa embaixada e consulados."

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Obama pediu também que o governo e a oposição do Egito dialoguem de forma construtiva e evitem que a violência se espalhe pela região. "Todos os partidos têm de denunciar a violência", disse Obama na outra extremidade da África, em Pretória, na África do Sul. "Gostaríamos de ver a oposição e o presidente Morsi conversando de forma mais construtiva sobre como fazer o país avançar, porque ninguém está se beneficiando do atual ."

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Os ataques nas ruas e as invasões de gabinetes políticos nas cidades egípcias deixaram diplomatas americanos preocupados, ainda com a lembrança do ataque no ano passado à missão americana em Benghazi, na Líbia, que matou quatro autoridades, incluindo o embaixador. O governo Obama parecia querer deixar claro que os EUA estão preparados para garantir a segurança de seus cidadãos no Egito durante o aniversário de um ano da eleição de Morsi como primeiro líder eleito livremente no país.

Ao menos sete egípcios foram mortos e centenas ficaram feridos em dias de confrontos violentos no Egito. Milhares de partidários e opositores a Morsi realizaram marchas rivais em regiões separadas no Cairo neste sábado, na véspera do grande protesto da oposição previsto para domingo.

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Um dos mortos no confronto, o maericano Andrew Pochter era um estudioso das religiões com ênfase no Egito e trabalhava como estagiário em uma ONG. Ele esperava aprender árabe fuentemente durante um programa de estudos realizado em Amã, na Jordânia.

Em comunicado, a família de Pochter disse que ele ficaria no Egito até agosto para ensinar inglês para crianças de 7 e 8 anos de idade, aproveitando para melhorar sua fluência em árabe. "Ele testemunhava um protesto, como espectador, quando foi esfaqueado por um manifestante. Ele foi ao Egito, porque se importava profundamente com o Oriente Médio. Ele fabia estudado na região, amava a cultura, e planejava viver e trabalhar lá em busca de paz e entendimento", disse a família.

Com AP e Reuters

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