Conflito na Síria domina reunião entre líderes do G8

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Encontro dos principais líderes mundiais ocorre em meio a novas revelações do jornal Guardian de que Reino Unido espionou delegados que participaram de reuniões do G20

Líderes mundiais se reúnem nesta segunda-feira (17) na Irlanda do Norte para a reunião do G8, que deve ser dominada pelo conflito na Síria. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse esperar que as nações do grupo das oito maiores economias do mundo se concentrassem no "terreno comum" na questão sobre a paz na Síria.

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AP
Premiê britânico, David Cameron, ao lado do presidente russo, Vladimir Putin, em coletiva de imprensa em frente à residência do primeiro-ministro no Reino Unido

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Mas a Rússia, aliado chave da Síria, se opõe ao plano norte-americano, anunciado na semana passada, de armar os rebeldes que lutam para derrubar o governo de Bashar al-Assad. Em reunião com Cameron, o presidente russo, Vladimir Putin, deixou claro que não concordava com a medida.

Cameron, que apoiou a suspensão do embargo de armas contra os rebeldes, disse na segunda-feira que não havia decidido se o Reino Unido faria o mesmo que os EUA. Antes da reunião, entretanto, ele afirmou que era correto que o Ocidente "ajudasse, assistisse e assessorasse" a oposição.

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"Não devemos aceitar o que o presidente Assad quer que aceitemos que a única alternativa a ele é o terrorismo extremista. Esse não é o caso. Isso insulta milhões de sírios que querem um futuro pacífico e democrático para seu país e é do lado deles que devemos ficar", disse.

Após o encontro com Cameron, Putin disse que há "sangue nas mãos" do governo sírio e dos rebeldes na crise do país árabe, que já está em seu terceiro ano e deixou 93 mil mortos. Ele também afirmou que a Rússia não descumpre nenhuma lei ao fornecer armas ao "legítimo governo da Síria".

Em aparente referência a um vídeo que veio à tona no mês passado, no qual, aparentemente, um rebelde sírio arranca e morte o coração de um soldado morto, ele afirmou que o comportamento de alguns rebeldes, "que comem orgãos" dos seus inimigos são contrários aos "valores culturais e humanitários" europeus.

Relembre: Vídeo em que rebelde sírio arranca coração de soldado provoca indignação

O evento, que durará dois dias, começa em meio a alegações, publicadas pelo jornal britânico The Guardian, que o Reino Unido espionou delegados que participaram de duas reuniões do G20 em Londres em 2009.

Edward Snowden:
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O jornal divulgou documentos, vazados pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden, mostrando que a inteligência britânica monitorou computadores de políticos estrangeiros e autoridades. Espiões britânicos são acusados de estabelecer cibercafés para ler o tráfego de emails dos delegados e penetrar a segurança dos BlackBerrys dos funcionários para monitorar mensagens e telefonemas. Entre os alvos estariam o ministro das Finanças da Turquia e outros 15 do seu partido.

Com BBC e AP

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