Mísseis S-300 ainda não foram enviados à Síria, diz Putin

Por iG São Paulo |

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Presidente da Rússia defendeu o direito de seu país de vender armas ao governo sírio, que trava em seu território intensa guerra civil contra rebeldes

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, defendeu nesta terça-feira (4) o direito da Rússia de vender armas ao governo sírio, mas disse que Moscou ainda não entregou os avançados sistemas S-300 de defesa antiaérea para Damasco.

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Embora os governos ocidentais tenham criticado a Rússia por planejar enviar os sistemas de mísseis para as forças do presidente Bashar al-Assad, Putin disse em coletiva que os contratos são legais e que a venda não tem a intenção de perturbar o equilíbrio militar.

Ele também considerou o sistema de mísseis S-300 como um dos melhores do mundo, mas acrescentou: "O contrato foi assinado há vários anos e ainda não foi cumprido."

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Assad afirmou na semana passada à TV libanesa Al-Manar que a Rússia havia cumprido alguns contratos relativos a armas recentemente, mas não deixou claro se tais contratos incluíam os sistemas S-300. O ministro da Defesa de Israel disse a um comitê parlamentar na segunda-feira que, de acordo com a "conversa da Rússia", a arma não havia ainda sido entregue.

Putin disse também, após uma reunião de cúpula com líderes da União Europeia na cidade de Yekaterinburgo, que qualquer intervenção militar estrangeira na guerra civil de mais de dois anos na Síria estaria fadada ao fracasso e poderia tornar a situação ainda pior.

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Ele também criticou a decisão da União Europeia de não renovar um embargo de armas à Síria, o que permitirá aos Estados-membros do bloco fornecer armas às forças rebeldes que lutam contra o governo sírio.

O sistema S-300, que tem alcance superior a 200 quilômetros e capacidade para rastrear e detonar múltiplos alvos ao mesmo tempo, poderia limitar significativamente a capacidade da força aérea israelense de agir. Israel ameaçou atacar os mísseis caso eles sejam entregues.

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A Rússia é o principal aliado de Assad, protegendo o regime das sanções das Nações Unidas e fornecendo armas ao país apesar dos dois anos de guerra civil na qual mais de 70 mil foram mortos, segundo estimativas.

Com Reuters e AP

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