União Europeia levanta embargo de armas contra rebeldes sírios, diz Reino Unido

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Decisão abre caminho para possível envio de armamento a opositores de presidente sírio e é tomada após longa negociação de chanceleres do bloco europeu em Bruxelas

O ministro de Relações Exteriores do Reino Unido, William Hague, anunciou nesta segunda-feira que a União Europeia (UE) decidiu levantar a partir de 1º de junho seu embargo de armas contra a oposição síria, ao mesmo tempo em que manterá todas as demais sanções contra o regime de Bashar al-Assad. O pacote de sanções expiraria no sábado.

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Depois de um encontro mantido durante toda esta segunda-feira entre os chanceleres do bloco europeu em Bruxelas, Hague disse que a decisão "envia um forte mensagem da Europa para o regime de Assad". A reunião deixou antever a hesitação da UE em dar armas a um conflito estrangeiro poucos meses depois de ter conquistado o Prêmio Nobel da Paz.

O Reino Unido e a França vinham pressionando para enviar armas ao que chamam de oponentes moderados de Assad. Mas outros países se oponhum à medida, dizendo que ela apenas pioraria a violência.

Hague insistiu que o Reino Unido "não tem plano imediatos de enviar armas à Síria. Isso nos dá flexibilidade para responder no futuro se a situação continuar a se deteriorar".

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Em meio a sinais de que o conflito que deixou mais de 70 mil mortos desde seu início, em março de 2011, só piora, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e o chanceler russo, Serguei Lavrov, reuniram-se nesta segunda em Paris para tentar acelerar os frustrantes lentos esforços de paz no país árabe.

Na capital francesa, os dois discutiram a realização de uma conferência internacional prevista para meados de junho em Genebra (Suíça) para colocar fim à guerra civil. Segundo uma autoridade americana, os dois discutiram sobre quando realizar o encontro, como trazer as partes antagônicas à mesa de negociações e se devem incluir o Irã.

Os EUA e seus aliados árabes tentam assegurar a participação da dividida oposição síria, enquanto a Rússia promete levar o regime de Assad para as negociações.

Mas apesar das alegações de progresso de ambas as potências, há poucas evidências de que ambos os lados estão prontos para pôr fim à violência. O presidente dos EUA, Barack Obama, reivindicou que Assad deixe o poder, enquanto a Rússia posicionou-se ao lado da Síria, seu principal aliado no mundo árabe.

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Chanceler britânico, William Hague (esq), conversa com o chanceler belga, Didier Reynders, durante encontro dos ministros da União Europeia

O encontro bilateral entre Kerry e Lavrov, seguido imediatamente por um jantar com o ministro de Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, aconteceu enquanto o senador dos EUA John McCain, republicano do Arizona, discretamente entrou na Síria para se reunir com rebeldes que tentam depor Assad num momento de crescente violência no país.

Durante a semana passada, tropas do regime e aliados do grupo libanês Hezbollah - e mesmo alguns combatentes iranianos - travaram uma ofensiva em Qusair, obtendo avanços contra rebeldes com apoio de intensos bombardeios na estratégica cidade no oeste da Síria.

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Além de oferecer reforços poderosos para o regime de Assad, o envolvimento do Hezbollah aumenta o risco de o conflito se espalhar para o Líbano, um país etnicamente dividido e frágil como a Síria. Dois foguetes atingiram um reduto do grupo libanês no sul de Beirute no domingo, levantando temores de que o país poderia mergulhar na guerra civil.

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E qualquer conflito com o Hezbollah ameaça atrair Israel, que provou com ataques aéreos que não tolerará transferências de armas avançadas em larga escala para perto de sua fronteira norte.

*Com AP e BBC

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