Senador americano McCain viaja à Síria para se reunir com rebeldes

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Republicano do Arizona tem sido um importante defensor de armar os rebeldes sírios e de adotar outros passos militares agressivos contra o regime de Assad

AFP
Senador americano John McCain visita Benghazi, Líbia, em 2011

O senador dos EUA John McCain, republicano do Arizona, discretamente entrou na Síria para se reunir com rebeldes que tentam depor o governo de Bashar al-Assad, confirmou sua porta-voz Rachael Dean nesta segunda-feira, sem dar mais detalhes sobre a viagem.

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Mais de dois anos de violência na Síria deixou mais de 70 mil mortos, segundo a ONU. O presidente dos EUA, Barack Obama, reivindicou que Assad deixe o poder, enquanto a Rússia posicionou-se ao lado da Síria, seu principal aliado no mundo árabe.

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McCain tem sido um importante defensor de armar os rebeldes sírios e de adotar outros passos militares agressivos contra o regime de Assad. Ele criticou a política do governo Obama no país ao mesmo tempo em que evitou apoiar o envio de tropas terrestres à nação árabe.

A visita acontece em meio a reuniões em Paris envolvendo esforços para assegurar a participação da dividida oposição síria em uma conferência internacional prevista para meados de junho em Genebra (Suíça) para colocar fim à guerra civil na Síria, em meio ao aumento de violência na região e novas denúncias de uso de armas químicas.

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Na capital francesa, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e o chanceler russo, Serguei Lavrov, reuniram-se nesta segunda para discutir a realização da conferência. Segundo uma autoridade americana, os dois discutiram sobre quando realizar o encontro, como trazer as partes antagônicas à mesa de negociações e se devem incluir o Irã.

Depois da reunião, Kerry e Lavrov jantariam com o ministro de Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, cujo país, juntamente com o Reino Unido, tem pressionado para acabar com o embargo de armas da União Europeia que tem barrado a possibilidade de fornecer armas aos rebeldes.

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O governo da Síria afirmou que participaria da reunião, mas a oposição síria ainda se esforça para alcançar uma unidade e ainda não se comprometeu com o encontro.

*Com AP e Reuters

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