Morteiros da Síria atingem ponto turístico nas Colinas do Golan, diz Israel

Por iG São Paulo |

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Segundo Exército do país, Monte Hermon foi temporariamente fechado para visitantes; rebeldes em Aleppo lançam ataque contra prisão

O Exército de Israel afirmou que morteiros do conflito da Síria atingiram o Monte Hermon, um popular ponto turístico nas Colinas do Golan, na fronteira entre os dois países. Segundo o Exército, os morteiros alcançaram a região na manhã desta quarta-feira (15) em uma pista de ski vazia.

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AP
Soldados israelenses da brigada do Golan realizam exercícios nas Colinas do Golan (13/5)

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As Colinas do Golan já haviam sido atingidas por morteiros, mas essa é a primeira vez que os disparos chegaram ao Monte Hermon, um local popular principalmente no inverno. O Exército israelense afirmou não ter disparado de volta, mas o Monte Hermon foi temporariamente fechado para visitantes.

Israel acredita que a maioria dos incidentes envolvendo morteiros no Golan tenham sido acidentais, mas ocasionalmente o Estado judeu respondeu.

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Recentemente, o país realizou três ataques aéreos contra carregamentos de armas na Síria, que, supostamente, estavam sendo levados para militantes libaneses do Hezbollah, inimigo de Israel.

As Colinas do Golan são consideradas um local estratégico da região e foram conquistadas por Israel durante a Guerra dos Seis Dias (1967), que opôs Israel e a Síria, o Egito e a Jordânia. Essa tênue fronteira, respeitada por mais de 40 anos pelos governos israelense e sírio, está ameaçada pela aproximação dos rebeldes que tentam depor o presidente Bashar al-Assad.

Aleppo

Rebeldes sírios lançaram um ataque coordenado à principal prisão no norte da cidade de Aleppo nesta quarta, na tentativa de libertar centenas de opositores ao regime que estariam no centro de detenção, segundo informaram ativistas.

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O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH) afirmou que rebeldes detonaram dois carros-bombas simultaneamente do lado de fora dos muros da prisão central na manhã de quarta, antes de tentar invadir a penitenciária. Foram registrados combates na área entre as tropas de Assad e os insurgentes, de acordo com Rami Abdul-Rahman, diretor do OSDH.

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Ele acrescentou que cerca de 4 mil prisioneiros estão na prisão central de Aleppo, entre eles cerca de 250 que estão na cadeia por razões relacionadas à revolta contra Assad, que dura mais de dois anos e vitimou mais de 70 mil segundo a ONU.

Residentes na Síria e a Renesys Corp, com base nos EUA, afirmaram que a internet no país ficou fora do ar por volta das 10h do horário local (4h em Brasília). "Parece uma reprise do que aconteceu antes", disse o chefe da Renesys James Cowie por telefone, em referência à interrupção do serviço em todo país na semana passada. Ele disse que a causa do incidente não ficou imediatamente clara.

Com AP

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