Carro-bomba explode perto de hospital de Benghazi e deixa nove mortos na Líbia

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Entre os mortos estão três crianças; ataque também deixou 13 feridos. 'Vi pessoas correndo, e algumas delas recolhiam partes de corpos', relatou uma testemunha

A explosão de um carro-bomba perto de um hospital deixou nove mortos, incluindo três crianças, e 13 feridos nesta segunda-feira na cidade de Benghazi, no leste da Líbia. De acordo com o funcionário de segurança Abdel-Salam al-Barghathi, o carro estava estacionado do lado de fora de uma padaria perto do Jalaa, o principal hospital da cidade, quando houve a explosão.

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Reuters
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"Vi pessoas correndo, e algumas delas recolhiam partes de corpos", relatou uma testemunha. A explosão se segue a uma série de ataques na cidade em dias recentes. Há temores de que o número de mortos aumente.

A segurança continua precária na Líbia com protestos de milícias e ataques de islamitas desde o levante contra o líder de longa data Muamar Kadafi, que foi morto em outubro de 2011. Até agora nenhum grupo reivindicou a ação em Benghazi, que é considerada o local de nascimento da revolução que depôs Kadafi.

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Citado pela France Presse, o vice-ministro do Interior líbio, Abdullah Massoud, afirmou que a bomba "destruiu totalmente um restaurante e danificou seriamente prédios vizinhos". Multidões enraivecidas se reuniram no local, responsabilizando militantes pelo ataque e conclamando as autoridades a expulsá-los da cidade. "Reaja, Benghazi!", gritaram alguns.

"Essa é a carne de nossos filhos, e isso que as milícias nos deram", disse um dos manifestantes citado pela Reuters. "Tudo de que precisamos aqui é a polícia e o Exército."

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Ao menos três delegacias foram atacadas em Benghazi na semana passada, causando danos, mas não vítimas. Em abril, a explosão de um carro-bomba do lado de fora da Embaixada da França em Trípoli, capital do país, feriu dois guardas franceses e vários residentes. No início deste mês, o Reino Unido anunciou a retirada de parte de seus funcionários na Líbia em resposta ao que descreveu como "incerteza política em andamento".

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Em setembro do ano passado, o Consulado dos EUA em Benghazi foi atacado por atiradores, ação que causou a morte do embaixador Christopher Stevens e de outras três autoridades americanas.

*Com BBC e Reuters

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