Mubarak reaparece em tribunal em julgamento por mortes de manifestantes

Por Reuters |

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Depois de uma sessão de transmissão de três horas ao vivo pela televisão estatal, as acusações foram lidas e o processo foi adiado após pedido do Ministério Público

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O ex-presidente egípcio Hosni Mubarak voltou ao tribunal neste sábado (11) para um novo julgamento sob a acusação de cumplicidade no assassinato de manifestantes. Mubarak e seu ex-ministro do Interior, Habib el-Adli, foram condenados à prisão perpétua em junho passado por não ter impedido a morte de mais de 800 pessoas durante a revolta de 2011. Mas um tribunal ordenou um novo julgamento, em janeiro, depois de aceitar apelos, da acusação e da defesa.

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Reprodução
Hosni Mubarak, em reprodução de imagem divulgada pela televisão egípcia durante o julgamento desta sábado (11)

Depois de uma sessão de transmissão de três horas ao vivo pela televisão estatal, durante a qual as acusações foram lidas e o Ministério Público fez uma declaração, o processo foi adiado. A próxima audiência foi marcada para 8 de junho.

A promotoria prometeu oferecer novas evidências, incluindo relatórios de uma comissão de sindicância criada pelo presidente Mohamed Mursi em 2012.

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Os resultados não foram tornados públicos, como prometido por Mursi, mas vazamentos publicados pelo jornal britânico The Guardian, no mês passado, mostra que militares estavam envolvidos em torturas, assassinatos e desaparecimentos forçados durante a revolta.

Mubarak, 85, foi levado à gaiola onde ficam os réus em uma cadeira de rodas. Quando ele entrou, alguns na sala de audiências gritaram: "O povo quer o açougueiro executado."

Usando óculos, ele levantou o braço para confirmar sua presença ao juiz Ahmed al-Rasheedy. Ele acenou com o braço em negação quando perguntado pelo juiz para responder às acusações.

Seus dois filhos, Alaa e Gamal, ficaram ao lado dele vestidos com uniformes de prisão brancos. Eles enfrentam acusações de corrupção. O julgamento em uma academia de polícia na periferia do Cairo deveria ter ocorrido no mês passado, mas foi adiado quando o juiz anterior absteve-se.

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Mubarak está detido em prisão Torah, nos arredores da capital. Ele permanece na prisão apesar das ordens de libertação, porque ele enfrenta acusações em outro caso de corrupção.

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