Líbia proíbe ex-funcionários de Kadafi de participar do governo

Por Reuters |

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Medida poderia forçar atual primeiro-ministro, que ocupou cargo diplomático na era Kadafi antes de unir-se à oposição em 1980, a renunciar

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O Parlamento da Líbia aprovou neste domingo uma lei que proíbe qualquer pessoa que ocupava uma posição sênior durante o governo de Muamar Kadafi de trabalhar para a nova administração, um movimento que poderia forçar o primeiro-ministro a renunciar.

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Ali Zeidan fala durante conferência em maio de 2011

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O premiê Ali Zeidan era um diplomata antes de desertar e se unir à oposição em 1980, mas o texto da nova lei não deixou claro se ele era ou não importante o suficiente para ser impedido de participar do novo governo. Kadafi permaneceu 42 anos no poder antes de ser morto durante uma rebelião contra seu regime em 2011.

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"Eu não sei, o texto não é muito claro", disse uma fonte de dentro do gabinete do primeiro-ministro quando questionado se Zeidan teria de renunciar. Isso vai depender de como a lei for implementada, acrescentou. Manifestantes comemoraram a votação com tiros para o alto em Trípoli.

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A redação da lei foi discutida ao longo de meses, mas votação neste domingo foi motivada pelas ações de grupos fortemente armados que tomaram o controle de dois ministérios do governo. Eles disseram que não sairiam do local até que a legislação fosse aprovada.

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