Explosão de bomba atinge centro de Damasco, diz TV estatal

Por iG São Paulo |

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Ataque descrito por governo como 'terrorista' deixou 13 mortos e 70 feridos um dia depois de premiê escapar de atentado no centro da capital síria

A explosão de uma bomba deixou 13 mortos no centro de Damasco nesta terça-feira, informou a televisão estatal, um dia após o primeiro-ministro Wael al-Halqi ter sobrevivido a um atentado contra seu comboio no centro da capital da Síria.

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AP
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A televisão estatal disse que a explosão causada por um "ataque terrorista" também deixou 70 feridos, muitos gravemente. O regime de Bashar al-Assad se refere aos rebeldes que tentam depor seu governo de "terroristas".

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, com sede no Reino Unido, relatou 14 mortes e 65 feridos, afirmando que o número de vítimas deve subir. O grupo, que conta com uma rede de ativistas com base na Síria, frequentemente dá número de mortos diferente do divulgado pelo governo. 

A emissora pró-governo Al-Ikhbariya mostrou bombeiros atravessando uma espessa camada de fumaça após a explosão na praça Marjeh. Dois corpos podiam ser vistos no chão.

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O alvo do ataque não ficou imediatamente claro, embora tenha acontecido perto da Torre de Damasco, um prédio de 28 andares. As imagens mostraram o antigo edifício do Ministério do Interior, que fica perto do local da explosão em uma das principais vias da capital.

O ataque de segunda ao comboio do primeiro-ministro deixou dois mortos e 11 feridos, segundo uma fonte ouvida pela Associated Press. Já o Observatório apontou ao menos cinco mortos, incluindo dois guarda-costas de Halqi e um dos motoristas do comboio.

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Uma moradora de Damasco, que vive a 1,7 km do local da explosão, disse que a bomba sacudiu as portas de sua casa. "Deve ter sido enorme para que eu tenha ouvido aqui desse jeito. O número de vítimas deve ser horrível, porque é uma praça supermovimentada nesta hora do dia", disse ela via Skype.

Os rebeldes têm aumentado seus ataques em Damasco, incluindo disparos de morteiro a partir dos subúrbios, em uma guerra civil que custou mais de 70 mil vidas, segundo estimativas da ONU.

Em julho, uma bomba matou quatro assessores de Assad, incluindo seu cunhado Assef Shawkat e o ministro da Defesa.

*Com Reuters e AP

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