Novo julgamento de Mubarak começará em 11 de maio

Por iG São Paulo |

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Ordem para transferir presidente deposto em 2011 do hospital militar para prisão provocou manifestações no Egito

O novo julgamento do presidente deposto do Egito Hosni Mubarak, acusado de cumplicidade no assassinato de manifestantes na revolta que o derrubou, vai começar em 11 de maio, informou um tribunal de apelações do Cairo nesta quarta-feira (17).

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AP
Ex-presidente Hosni Mubarak participa de audiência em tribunal de apelação no Cairo, Egito

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Mais de dois anos após a deposição de Mubarak, seu destino continua uma questão altamente controversa. Uma ordem para tranferir o ex-líder de 84 anos do hospital para a prisão provocou manifestações.

Partidários de Mubarak fecharam a avenida em frente ao hospital militar e forçaram que sua transferência fosse atrasada, segundo uma fonte da segurança que falou em condição de anonimaro. A decisão de enviá-lo para a prisão Tora, onde seus dois filhos estão detidos, veio depois que um promotor ordenou que um comitê médico avaliasse a saúde do ex-presidente.

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Uma nova data para o julgamento foi marcada depois que a primeira tentativa de realizá-lo fracassou no sábado, quando o juiz se retirou do caso e o remeteu para outro tribunal. Mustafa Hassan Abdullah havia sido muito criticado por absolver seguranças acusados de atacar manifestantes. Neste incidente, multidões foram agredidas por homens montados em camelos.

Mubarak, 84 anos, que governou o Egito por quase 30 anos antes de ser derrubado pela revolta popular de 18 dias em 2011, foi condenado em junho passado, juntamente com o ex-ministro do Interior Habib el-Adli, por não conseguir evitar a morte de mais de 800 manifestantes - não por efetivamente ordenar os ataques.

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Hosni Mubarak e Adli foram condenados à prisão perpétua, mas o mais alto tribunal de apelações do país ordenou um novo julgamento, em janeiro, depois de aceitar apelos tanto da defesa quanto da acusação. Desta vez, o juiz será Mahmoud Kamel El-Rashidi.

O mesmo tribunal julgará dois filhos de Mubarak, Alaa e Gamal, por acusações separadas de corrupção financeira, informou a agência de notícias estatal Mena. Seis outros importantes assessores de Mubarak também serão julgados com o ex-governante, acrescentou a Mena.

O processo legal complicado destacou a dificuldade da justiça de transição em um país onde muitos dos juízes e chefes de segurança foram nomeados durante a era Mubarak.

Com AP e Reuters

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