Grupo rebelde na Síria promete lealdade à Al-Qaeda

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Frente al-Nusra é um dos grupos que tentam derrubar o presidente Bashar al-Assad; líder afirma, entretanto, que nomeação de novo grupo pela Al-Qaeda do Iraque foi prematura

O líder de um grupo militante que luta do lado dos rebeldes da Síria prometeu, pela primeira vez, fidelidade a Al-Qaeda e ao número 1 da rede terrorista, Ayman al-Zawahri.

Em mensagem de áudio divulgada nesta quarta-feira, Abu Mohammad al-Golani também confirmou os laços da Frente al-Nusra com o braço da Al-Qaeda no Iraque, mas disse que não foi consultado antes sobre o anúncio da fusão dos dois grupos.

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AP
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O braço da Al-Qaeda no Iraque na terça-feira anunciou que uniu forças ao grupo sírio, e que a nova união será chamada de Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Mas al-Golani disse que o anúncio foi prematuro e que o seu grupo, Jabhat al-Nusra, continuará a usar seu próprio nome.

A aliança entre parte dos rebeldes que lutam contra o presidente sírio, Bashar al-Assad, com a rede terrorista torna ainda mais complicado o dilema para as nações que apoiam a revolta síria, mas temem a ascensão da militância islâmica.

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A fusão formal de um grupo rebelde sírio de alta projeção com a Al-Qaeda provavelmente desatará preocupações entre os que apoiam a oposição e são inimigos da rede terrorista global, incluindo os países ocidentais e os Estados árabes do Golfo.

A medida pode aumentar o ressentimento em relação ao Frente al-Nusra entre outras facções rebeldes, que até agora respeitaram os militantes do grupo por sua postura no campo de batalha, mas a fusão deve complicar qualquer esforço para envio de armas aos rebeldes a partir do exterior.

Em um editorial publicado na terça no Washington Post, o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, alertou que uma "Síria controlado totalmente ou em parte pela al-Qaeda e suas afiliadas - uma situação que se torna mais provável a cada dia - seria mais perigosa para ambos os países do que qualquer outra coisa que tenha sido vista até agora".

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Autoridades iraquianas dizem que os grupos jihadistas compartilham três complexos de treinamento militar, além de logística, inteligência e armas enquanto se fortalecem ao redor da fronteira entre a Síria e o Iraque, particularmente em uma ampla região chamada al-Jazeera, que tentam transformar em um santuário que possa ser explorado por todos. A área poderia servir como base de operações para lançar ataques nos dois lados da fronteira.

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