Morteiros atingem universidade em Damasco e deixam 12 mortos

Por iG São Paulo |

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Segundo TV estatal, ataque à cantina do departamento de arquitetura feriu cerca de 20 estudantes; governo de Assad culpa rebeldes pelo atentado

Morteiros atingiram a cantina da Universidade de Damasco nesta quinta-feira (28), deixando ao menos 12 mortos e 20 feridos, segundo a mídia estatal e uma autoridade do governo. Este foi o mais mortífero de uma série de ataques perto da sede do poder do presidente sírio, Bashar al-Assad.

Os rebeldes começaram a disparar contra a capital da Síria no início do ano, e os ataques passaram a ser cada vez mais comuns nas últimas semanas, enquanto os opositores travam batalhas contra as tropas do governo nas partes sul e leste da cidade.

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AP
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De acordo com a televisão estatal síria, 12 pessoas morreram com os disparos de morteiros na cantina do departamento de Arquitetura da universidade no distrito de Baramkeh. Uma autoridade da Síria que falou a Associated Press em condição de anonimato, porque não estava autorizada a divulgar comunicados do governo, afirmou que o ataque deixou ao menos 20 feridos.

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Ninguém reivindicou responsabilidade pelo ataque, que ocorreu dois dias depois que rebeldes dispararam morteiros deixando ao menos três mortos e ferindo dezenas.

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O governo culpou "terroristas", o termo que usa para os rebeldes que lutam para depor Assad, e caracterizaram o ataque como um "massacre bárbaro".

A rede de TV Al-Ikhbariya, do governo, mostrou imagens de mesas de plástico e cadeiras reviradas, vidros estilhaçados e livros e canetas jogados no chão. Era possível ver poças de sangue na cantina.

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O Observatório Sírio dos Direitos Humanos confirmou o ataque, acrescentando que muitos dos feridos estavam em estado grave.

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