Explosão fere líder do opositor Exército Livre da Síria

Por iG São Paulo |

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Um dos primeiros desertores a convocar abertamente uma rebelião armada contra líder sírio, Asaad teria tido de amputar pé direito por causa de ferimentos

O coronel sírio Riad al-Asaad, um dos primeiros a convocar abertamente uma rebelião armada contra o presidente Bashar al-Assad, foi ferido por uma bomba colocada sob o assento de seu carro em uma região controlada pela oposição no leste da Síria, disseram rebeldes e ativistas nesta segunda-feira.

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AP
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Asaad, líder do grupo agora não tão poderoso conhecido como Exército Livre da Síria (ELS), ficou ferido no rosto e teve seu pé direito amputado depois da explosão de domingo, de acordo um ativista na cidade de Mayadeen, onde o ataque aconteceu.

No entanto, o porta-voz rebelde Louay Almokdad disse à Associated Press por telefone que a extensão do ferimento indicava que a amputação era provável, mas que ainda não tinha confirmação de que ela havia sido feita. Segundo ele, Asaad estava em condição estável na Turquia. Ainda não houve nenhuma reivindicação de autoria pelo ataque.

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Ex-coronel da Força Aérea da Síria, Al-Asaad desertou e fugiu para a Turquia em 2011. "Eles em breve descobrirão que a rebelião armada é a única forma de quebrar o regime sírio", disse al-Asaad à Associated Press em outubro de 2011, logo depois de o ELS ter sido formado. Segundo a ONU, o conflito sírio deixou mais de 70 mil mortos desde o início dos protestos, em 2011.

"A tentativa de assassinar o coronel Riad al-Asaad é parte de uma tentativa para matar os líderes livres da Síria", disse Mouaz al-khatib, que renunciou ao cargo de chefe da opositora Coalizão Nacional Síria no domingo.

O vice do líder rebelde, Malik al-Kurdi, disse ao canal de notícias árabe Al-Jazeera que acreditava que o governo sírio era responsável pelo que descreveu como tentativa de assassinato.

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Atualmente, centenas de grupos rebeldes independentes travam uma guerra civil contra as forças de Assad em todo o país. Asaad, que passou a maior parte de seu tempo em um campo de refugiados na Turquia, nunca conseguiu construir vínculos efetivos com a maioria dos grupos rebeldes ou fornecer o apoio que os faria reconhecê-lo como seu líder. Apesar de a maioria dos rebeldes se dizerem parte do "Exército Livre", são raros aqueles que dizem seguir Asaad.

Mais recentemente, o grupo de Asaad foi substituído pelo Escritório de Estado-Conjunto, que é associado com a Coalizão Nacional Síria e liderado pelo general Salim Idris. Mas esse órgão também fracassou em projetar ampla autoridade dentro da Síria.

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Nesta segunda, rebeldes sírios dispararam dezenas de morteiros contra o centro de Damasco, atingindo uma área de alta segurança a menos de um quilômetro da residência do presidente Assad, disseram moradores e uma fonte de segurança. Os militares retaliaram com disparos de artilharia a partir do monte Qasioun, perto da capital. Os combates desta segunda estão entre os mais intensos no centro da cidade desde o início da rebelião, há dois anos.

*Com AP e Reuters

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