Obama promete mais US$ 200 milhões à Jordânia para ajudar refugiados sírios

Por iG São Paulo |

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Desde 2011, país recebeu mais de 460 mil sírios que fugiram para escapar da violência síria. Obama diz temer que, após queda de Assad, Síria se torne enclave para o extremismo

O presidente dos EUA, Barack Obama, prometeu adicionais US$ 200 milhões para ajudar a Jordânia a lidar com o crescente número de refugiados sírios no país. Depois de um encontro em Amã, a última etapa de uma viagem ao Oriente Médio, Obama disse que os fundos - se aprovados pelo Congresso - ajudarão a fornecer mais ajuda humanitária.

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AP
Presidente dos EUA, Barack Obama, cumprimenta rei Abdullah durante coletiva conjunta em Palácio do Rei em Amã, Jordânia

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Mais de 460 mil sírios fugiram para a vizinha Jordânia desde o início do levante contra o regime de Bashar Assad, em 2011, pondo grande pressão sobre as autoridades jordanianas. Enquanto isso, o rei Abdullah rejeitou a ideia de fechar a fronteira da Jordânia com a Síria.

O presidente americano disse que pediria ao Congresso para fornecer fundos adicionais como "orçamento de apoio" para ajudar os refugiados sírios. Ele disse que isso ajudaria a melhorar os serviços básicos em campos de refugiados ao longo da fronteira entre os dois países.

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Os EUA já são o maior doador de assistência humanitária aos refugiados sírios. O número de sírios que fugiram do país para escapar do conflito entre as forças rebeldes e o governo chegou a 1 milhão neste mês, de acordo com o Alto Comissariado para Refugiados da ONU.

Segundo a organização, metade dos que deixam a Síria são crianças, a maioria delas com idades inferiores a 11 e frequentemente traumatizadas pelas experiências por que passaram. Juntamento com a Jordânia, os sírios também buscam abrigo no Líbano, Turquia, Iraque e Egito.

Enclave para terroristas

Durante a coletiva, o líder americano também afirmou estar preocupado que a Síria se torne um enclave para extremista quando - não se - Assad for deposto. "Estou preocupado que a Síria se torne um enclave para o extremismo", disse lembrando que o radicalismo cresce no caos e em Estados falidos. Ele afirmou que o resto do mundo tem um grande papel em assegurar que uma Síria funcional surja após a transição.

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Segundo Obama, a comunidade internacional deve trabalhar junto para assegurar que haja uma oposição crível para assumir quando houver o vácuo de poder. "Algo foi quebrado na Síria, e não haverá conserto imediato - mesmo depois da saída de Assad", afirmou Obama. "Mas podemos iniciar o processo para que isso se mova em uma melhor direção, e ter uma oposição coesa é crítico para esse objetivo."

*Com BBC e AP

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