Funcionário da União Europeia morre em ataque na Síria

Por iG São Paulo |

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É a primeira vez que membro de delegação do bloco é morto na guerra civil do país; Jordânia e ONU fazem esforço em conjunto para ampliar segurança em campos de refugiados

Um funcionário da delegação da União Europeia foi morto em um ataque de foguete próximo a Damasco, capital da Síria, anunciou o bloco econômico nesta quarta-feira (13).

Ahmad Shihadeh, policial que acompanhava a delegação da União Europeia na Síria foi morto na terça-feira (12) no subúrbio de Deraya, em Damasco, onde ele morava, disse Catherine Ashton, comissária do comércio europeu.

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Segundo um porta-voz, Shihadeh era um sírio de 32 anos e trabalhava para a União Europeia há cinco anos. Essa foi a primeira morte de um funcionário do bloco na guerra civil da Síria. Shihadeh "morreu enquanto provia ajuda humanitária para a comunidade de Deraya", disse Catherine. "Ahmad era conhecido por sua coragem e abnegação."

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Catherine e o presidente da Comissão Europeia José Manuel Barroso estenderam suas condolências à família de Shihadeh e seus amigos. A Comissão é o braço executivo da União Europeia.

Catherine aproveitou o incidente para pedir um fim para o conflito. "Na medida em que nos aproximamos do segundo aniversário da revolta na Síria, eu peço novamente para que os dois lados tomem medidas urgências para o fim da violência, que provocou a morte de 10 mil cidadãos inocentes e a fuga de mais de 1 milhão de pessoas buscando por abrigo em países vizinhos."

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O esforço para derrubar o líder sírio Bashar al-Assad começou como uma revolta popular em 15 de março de 2011, depois que ativistas convocaram um "Dia de Fúria" pela Síria, inspirados pelas outras revoltas no mundo árabe.

Também nesta quarta-feira, o chefe da agência de refugiados da ONU disse que está trabalhando ao lado da Jordânia para reforçar a segurança no campo de refugiados sírio, onde houve registros de tráfico de drogas, prostituição e outros crimes.

Antonio Gutérres disse que o campo Zaatari, próximo à fronteira da Síria com a Jordânia agora é a quarta cidade mais populosa do país, com um ambiente "complexo". Ele afirmou a repórteres que a segurança será "muito fortemente reforçada" e medidas especiais serão tomadas para interromper atividades criminosas.

Atualmente, a Jordânia tem 450 mil refugiados sírios.

Com AP

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