Rebeldes querem que tropas sírias recuem antes de libertar soldados da ONU

Por Reuters |

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Brigada rebelde síria mantém desde terça 21 militares das forças de paz em aldeia a cerca de 1,6 km da linha de cessar-fogo com a região ocupada por Israel das Colinas do Golan

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Rebeldes que detêm 21 soldados da ONU perto das Colinas do Golan, no sul da Síria, disseram que as forças do governo devem deixar a área antes de libertar seus "convidados", informou um ativista em contato com os combatentes nesta quinta-feira.

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Rami Abdelrahman, do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, citou um porta-voz da brigada rebelde "Mártires de Yarmouk" dizendo que os soldados das forças de paz eram mantidos como "convidados" na aldeia de Jamla, a cerca de 1,6 quilômetro de uma linha de cessar-fogo com a região ocupada por Israel das Colinas do Golan.

"Ele disse que eles não serão feridos. Mas os rebeldes querem que o Exército sírio e tanques se retirem da região", afirmou Abdelrahman, após falar com o porta-voz rebelde, na manhã desta quinta.

Israel expressou confiança de que a ONU poderia garantir a libertação dos soldados de manutenção de paz da ONU detidos pelos rebeldes, sinalizando que não interferiria na crise.

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"Restringir o movimento de soldados de uma força internacional é um evento significativo", disse a autoridade do Ministério da Defesa Amos Gilad à Radio Israel. "Pode-se confiar nas Nações Unidas de que vão persuadi-los (os rebeldes) afinal a libertá-los (soldados)."

Gilad disse que os rebeldes, que buscam apoio internacional, não tinham interesse em "entrar em confronto com a comunidade internacional".

A captura dos soldados da ONU perto de território ocupado por Israel foi mais um sinal de que o conflito da Síria, que chega ao seu segundo aniversário, pode se espalhar para os países vizinhos.

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Suspeitos insurgentes sunitas mataram 48 soldados sírios no Iraque na segunda-feira, e disparos de artilharia através da fronteira a partir da Síria já deixaram mortos no Líbano e na Turquia nos últimos meses.

A ONU diz que cerca de 70 mil foram mortos dentro da Síria na revolta que começou em março de 2011 com protestos pacíficos, principalmente contra o presidente Bashar al-Assad, e escalou para um conflito cada vez mais sectário.

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