Síria tem novos confrontos entre governo e rebeldes na região norte

Por BBC Brasil |

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Observatório divulgou que unidade da polícia foi invadida por insurgentes, na região de Aleppo. Já em Raqqa, no norte do país, exército teria bombardeado diversas regiões

BBC

Confrontos violentos ocorreram na capital da província de Raqqa, no norte da Síria, neste sábado, entre forças do governo e rebeldes. Segundo ativistas, o Exército bombardeou várias regiões da cidade e se envolveu em choques nos arredores da cidade desde a madrugada, o que deixou dezenas de mortos.

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"Soldados do Exército bombardearam vários bairros da cidade e também seus arredores, e os confrontos deixaram dezenas de soldados e rebeldes mortos", informou o grupo ativista sírio baseado no Observatório Sírio para os Direitos Humanos, em Londres.

A cidade de Raqqa está localizada na fronteira entre a Síria e Turquia. Os moradores afirmam que o local agora é um refúgio de milhares de pessoas que foram obrigadas a fugir de suas casas em outras partes do país.

Há relatos de novos confrontos em uma academia de polícia perto da cidade de Aleppo, na região dominada pelos rebeldes em Daraya e em volta de Damasco. Um vídeo divulgado na internet parece mostrar os insurgentes invadindo o prédio principal da academia de polícia de Aleppo.

Diplomacia

A violência deste final de semana ocorre em meio aos esforços diplomáticos para encerrar o conflito na Síria. A crise no país é um dos temas centrais da primeira viagem de John Kerry à região como secretário de Estado americano.

Durante sua visita à capital da Turquia na sexta-feira, Kerry afirmou que os Estados Unidos e a Turquia acreditam que a "primeira prioridade é tentar uma solução política. Gostaríamos de salvar vidas, não vê-las em meio a uma guerra contínua".

O secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon afirmou que se sente "pessoalmente aflito e desamparado" pela violência e o sofrimento dos civis, acrescentando que existe uma "janela de oportunidade muito pequena" para que o governo sírio e os rebeldes se reúnam para negociar.

Mas, segundo o correspondente da BBC Jim Muir, que está monitorando o conflito a partir de Beirute, no Líbano, apesar de existir um grande esforço diplomático ocorrendo no momento, as medidas estão surtindo pouco efeito.

Segundo a ONU, mais de 70 mil pessoas já morreram no país na guerra civil entre o regime do presidente Bashar al-Assad e os rebeldes, que exigem sua renúncia, e que já dura quase dois anos.

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