Oposição síria diz ter capturado suposta área nuclear atacada por Israel em 2007

Por iG São Paulo |

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A Síria, que destruiu o local de suposto reator após ação israelense, disse que o complexo era uma instalação militar comum, mas se recusou a permitir acesso de agência da ONU

Rebeldes sírios disseram neste domingo que assumiram o controle da área de um suposto reator nuclear que aviões de guerra israelenses destruíram seis anos atrás.

A área, a cerca de 60 quilômetros a oeste da cidade de Deir al-Zor, tornou-se foco da atenção internacional quando Israel a destruiu em 2007. Os EUA afirmaram que o complexo era um reator nuclear desenvolvido pela Coreia do Norte com a finalidade de produzir plutônio para fins bélicos.

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A Síria, que destruiu o local após o ataque, disse que o complexo era uma instalação militar comum, mas se recusou a permitir que a Agência Internacional de Energia Atômica tivesse acesso irrestrito ao local.

Omar Abu Laila, porta-voz do Comando do Leste do Exército Sírio Livre, disse que o único prédio que os rebeldes encontraram no local foi um hangar com pelo menos um míssil Scud.

"Parece que a área se tornou uma base de lançamento de Scud. Qualquer estrutura que havia lá foi enterrada", disse.

A captura do local foi feita no mesmo dia em que um fotógrafo francês freelancer morreu após ser atingido por estilhaços enquanto cobria um grupo de oposição para o Repórteres sem Fronteiras, informou o governo francês.

Olivier Voisin acompanhava as operações de um grupo de oposição armado perto de Idlib, no noroeste da Síria, informou o Repórteres sem Fronteiras.

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Voisin, que nasceu em 1974, foi levado ao hospital internacional na cidade de Antakya na fronteira com a Turquia, mas morreu logo em seguida por causa dos ferimentos na cabeça e no braço, informou em comunicado o gabinete do presidente francês François Hollande.

EUA criticam ataque em Aleppo

Os EUA condenaram neste domingo um ataque de mísseis Scud pelo Exército da Síria que deixou dezenas de mortos na sexta na cidade de Aleppo e convidaram a oposição síria a negociações para encontrar uma solução negociada para o conflito.

Segundo um comunicado do Departamento de Estado dos EUA, o bombardeio contra um bairro de Aleppo e outras investidas militares, incluindo ataques a quarteirões da cidade e a um hospital de campanha, foram "as mais recentes demonstrações de crueldade do regime sírio e de sua falta de compaixão para com o povo sírio, que diz representar".

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A declaração, divulgada no sábado, pode ajudar a aplacar os ânimos entre a oposição síria, que recusou convites para visitar Washington e Moscou, em protesto contra o que qualificou como silêncio internacional sobre a destruição da histórica cidade de Aleppo por ataques de mísseis do governo.

Quase dois anos depois do início da revolta contra o presidente Bashar al-Assad, rebeldes se apoderaram de grandes porções do território Síria, mas essas áreas continuam a ser alvo da artilharia do Exército sírio, de ataques aéreos e, cada vez mais, de disparos de mísseis.

A decisão da oposicionista Coalizão Nacional Síria de rejeitar os convites ao diálogo e suspender a sua participação na conferência internacional Amigos da Síria congelou as iniciativas de paz.

Os ataques com mísseis em um distrito na parte leste de Aleppo, o centro industrial e comercial da Síria, deixaram ao menos 29 mortos na sexta e soterraram uma família de dez pessoas em sua casa, disse um ativista da oposição na cidade.

*Com Reuters

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