Atentados de quinta em Damasco deixaram 90 mortos, diz Observatório

Por Reuters |

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Número de vítimas representa um dos dias mais sangrentos na capital síria desde o início da revolta contra o presidente Bashar al-Assad

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Quatro ataques deixaram 90 mortos na quinta-feira ao redor de Damasco, representando um dos dias mais sangrentos na capital síria desde a início da revolta contra o presidente Bashar al-Assad há quase dois anos, disse um grupo de monitoramento da violência no país.

Citando números que disse terem sido compilados a partir de hospitais e outras fontes médicas, o Observatório Sírio para os Direitos Humanos afirmou nesta sexta que ao 60 foram mortos na explosão de um potente carro-bomba no distrito central de Mazraa, perto da embaixada da Rússia e de escritórios do Partido Baath, de Assad.

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As outras vítimas foram mortas em três atentados coordenados no distrito de Barzeh, a nordeste, segundo o grupo com sede no Reino Unido.

A mídia estatal síria pôs o número de mortos no atentado de Mazraa em 53, acrescentando que a ação também deixou 200 feridos. Ativistas e autoridades disseram que a maioria dos mortos era de civis, incluindo crianças.

Além da violência na capital, mais de 200 foram mortos em outros lugares, incluindo nos subúrbios de Damasco e nas cidades de Deraa e Aleppo, totalizando quase 300 mortos na quinta-feira - um dos mais altos índices em um único dia desde o começo do conflito, segundo o Observatório.

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Segundo a ONU, o conflito sírio deixou 70 mil mortos, tornando-se o mais sangrento e mais prolongado dos levantes que abalaram o mundo árabe nos últimos dois anos.

A Rússia, aliada incondicional de Assad, acusou os EUA nesta sexta-feira de ter padrões duplos sobre a violência na Síria, dizendo que Washington havia bloqueado uma declaração do Conselho de Segurança da ONU condenando a explosão em Mazraa.

"Vemos uma tendência muito perigosa de nossos colegas americanos para afastar-se do princípio fundamental da condenação incondicional a qualquer ato terrorista, um princípio que assegura a unidade da comunidade internacional na luta contra o terrorismo", disse o chanceler russo, Sergei Lavrov.

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Não houve reivindicação de autoria dos ataques de quinta, mas o grupo rebelde Al-Jabhat Nusra, ligado à Al-Qaeda, assumiu a responsabilidade de dezenas de ataques no ano passado, incluindo atentados devastadores em Damasco e Aleppo.

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