Egito retira diversas acusações de período de violência pós-Mubarak

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Tribunal rejeitou casos contra 379 acusados de envolvimento em protestos em novembro de 2011, quando 42 pessoas foram mortas

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Um tribunal egípcio rejeitou casos contra 379 pessoas acusadas de envolvimento em confrontos com a polícia durante protestos perto do Ministério do Interior, em novembro de 2011, nos quais 42 manifestantes foram mortos, segundo reportou a agência de notícias estatal do país.

A decisão deste sábado (19) foi baseada na proposta do presidente Mohamed Mursi de uma anistia para aqueles que enfrentam acusações relacionadas a eventos durante e depois da revolta de 2011, que acabou com o governo de 30 anos de Hosni Mubarak, informou a agência.

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Cairo e outras cidades viram muitos protestos violentos contra o governo militar que tomou o poder interino após a queda de Mubarak em fevereiro de 2011.

O juiz Gamal el-Din Safwat Roshdy, que presidiu o tribunal penal do Cairo, retirou as acusações contra 379 suspeitos ligados a confrontos na rua Mohamed Mahmoud, disse a agência.

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A rua, que está próxima da praça Tahrir e do Ministério do Interior, se tornou o foco dos protestos violentos em novembro de 2011 por manifestantes que acusavam o governo de aplicar as mesmas políticas e táticas de Mubarak.

Os militares entregaram o poder para Mursi após sua eleição para presidente, em junho de 2012.


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