Entre os mortos estão universitários e civis que viviam no campus após terem sido desalojados pelo conflito; governo e oposição se acusam mutuamente por incidente

Duas explosões deixaram 83 mortos no campus da principal universidade de Aleppo, cidade no norte da Síria, incendiando carros e arrancando paredes de prédios, disseram ativistas e uma fonte do governo.  Não está claro o que causou as explosões. O opositor Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), com base no Reino Unido, disse que as explosões também deixaram mais de 150 feridos em condição crítica.

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Sírios são vistos em prédio danificado por dupla explosão em universidade de Aleppo
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Ativistas antigoverno que tentam destituir o presidente Bashar al-Assad disseram que as forças do regime lançaram dois ataques aéreos. Por sua vez, a mídia estatal culpou os rebeldes, afirmando que eles lançaram foguetes que atingiram o campus.

Entre os mortos estão universitários e civis abrigados nas residências estudantis depois de terem sido desalojados pelo conflito entre as forças de Assad e os rebeldes que tentam depor o regime.

Maior cidade da Síria e sua capital comercial, Aleppo tem sido duramente disputada desde que as forças opositoras, vindas em sua maioria de áreas rurais do norte, dirigiram-se para ela e começaram a entrar em confronto com tropas do governo no ano passado.

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Bairros inteiros foram destruídos desde então por confrontos e bombardeios lançados pelo governo para expulsar os rebeldes.

As narrativas contraditórias sobre a explosão dupla desta terça destacam as dificuldades de confirmar dados de dentro da Síria. Damasco impede a maior parte da mídia de trabalhar no país, dificultando a confirmação independente das informações, e tanto a oposição quanto o governo selecionam os dados que passam para a mídia em uma esforço de estimular sua causa.

A universidade de Aleppo fica no noroeste da cidade, setor controlado pelo governo, o que não deixa claro por que jatos do governo a teriam como alvo, como alegam os ativistas opositores. Sem indicar o número de mortos, a agência de notícias estatal da Síria disse que o ataque dos rebeldes foi lançado no primeiro dia de um período de exames. Sob condição de anonimatos, uma autoridade síria disse que mais de 50 morreram nas explosões.

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A escala da destruição mostrada em vídeos, entretanto, sugere que as explosões foram causadas por instrumentos mais poderosos que os foguetes conhecidos em poder dos rebeldes. Citando estudantes e funcionários médicos, o OSDH, que conta com uma rede de contatos na Síria para obter suas informações, disse que 52 foram mortos nos ataques, apesar de ter os nomes de apenas sete das vítimas.

A crise síria começou em março de 2011 com protestos pedindo uma reforma política. Desde então o conflito se tornou uma guerra civil, com vários grupos rebeldes combatendo as forças de Assad em todo o país. A ONU diz que mais de 60 mil foram mortos pela violência.

*Com AP

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