Rebeldes sírios libertam reféns iranianos em troca de prisioneiros

Por iG São Paulo |

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Segundo reportagens da Turquia e do Irã, 48 homens mantidos pela oposição ao regime sírio desde agosto foram libertados em troca da soltura de mais de 2 mil prisioneiros

Quarenta e oito iranianos feitos reféns por rebeldes sírios foram libertados nesta quarta-feira (9) em troca da soltura de mais de 2 mil prisioneiros mantidos pelo regime da Síria, informaram reportagens do Irã e da Turquia. Essa foi a maior troca de prisioneiros desde que teve início a revolta contra o presidente Bashar al-Assad há dois anos.

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Prisoners sírios são libertados pelo regime de Bashar al-Assad em Damasco


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A troca, realizada sob mediação da Turquia, do Catar e de uma entidade humanitária islâmica, ocorreu dias depois de Assad ter afirmado que não abandonaria a luta contra os rebeldes armados à medida que estes se aproximam da capital síria, Damasco.

O grupo de 48 homens chegou ao hotel Sheraton, em Damasco, em diversos micro-ônibus escoltados pelas forças de segurança sírias. O embaixador do Irã em Damasco, Mohammad Riza Shibani, os recebeu com flores e abraços.

De acordo com informações da mídia turca, um grupo mantido no prédio do Ministério do Interior da Síria em Damasco foi libertado e estava sendo colocado em um ônibus. Entre estes prisioneiros estavam crianças e mulheres. Segundo o grupo que coordena a ação, seriam 2.130 libertados pelo regime de Assad no total em troca dos iranianos.

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O premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, falou, durante uma coletiva no Níger, que quatro turcos "e alguns palestinos" estavam entre os prisioneiros libertados pela Síria.

Os reféns foram uma moeda de troca importante para os rebeldes que tentam derrubar o governo, uma vez que o Irã é um dos principais apoiadores do regime de Assad. Os rebeldes acusavam os prisioneiros de ter conexões com a poderosa  Guarda Revolucionária do Irã, mas o país nega essas alegações e caracterizou os reféns como peregrinos que visitavam locais xiitas.

Os iranianos foram sequestrados em agosto enquanto estavam próximos à capital do país, Damasco. Os rebeldes chegaram a ameaçar matar os reféns se o regime sírio não suspendesse as operações militares contra a oposição.

O acordo marcaria a primeira grande troca de prisioneiros desde que a revolta contra Assad teve início, em março de 2011. De acordo com a ONU, 60 mil foram mortos durante a revolta.

Com informações da AP, do NYT e da BBC

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